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» Theresa May anuncia sua renúncia ao cargo

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May anunciou nesta sexta-feira deixará o cargo em 7 de junho, para que o Partido Conservador possa escolher um novo líder, que será responsável por concretizar o Brexit.

? Acredito que foi certo perseverar mesmo quando as chances de fracassar pareciam altas, mas agora parece claro para mim que, no interesse do país, é melhor um novo primeiro-ministro liderar esse esforço ? disse ela em uma declaração visivelmente emocionante à imprensa.

O fracasso das negociações sobre o Brexit com a oposição trabalhista agravou a situação de May. A principal legenda de oposição do país tentava, há um mês e meio, articular com os governistas conservadores uma saída para o impasse no acordo da saída do Reino Unido da União Europeia (UE), rejeitado três vezes pelo Parlamento do país.

24/05/2019
 
 
» Megaoperação garante transferência de presos de cadeia em Niterói que abriga maior facção criminosa do Rio

RIO ? A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Rio realiza uma megaoperação, na manhã desta sexta-feira, no Instituto Penal Edgar Costa, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Todos os presos da cadeia ? cerca de 450 ? serão transferidos para unidades prisionais no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.

Pouco antes das 6h, a Rua São João, que dá acesso à unidade, foi fechada por agentes penitenciários.

O Edgar Costa abriga presos da maior facção do Rio que cumprem pena no regime semiaberto. Alguns deles têm direito a sair do presídio para visitas à família ou para trabalhar, como prevê esse regime prisional. Há, no entanto, uma parcela dos presos que não conseguiram autorização para essas saídas.

O presídio tem capacidade para 383 detentos e possuía uma taxa de superlotação de 20%. A unidade tem um histórico alto índice de evasão, que ocorre quando os presos não retornam à cadeia após as saídas autorizadas pela Justiça.

Para o Instituto Penal Edgar Costa serão encaminhados presos de outra facção criminosa do Rio que também cumprem pena no regime semiaberto, possuem condenações baixas e estão no Complexo de Gericinó.

24/05/2019
 
 
» Dono de salão de beleza é assassinado em São João de Meriti

RIO ? Heric Henrique da Silva Magalhães, dono de um salão de beleza, foi assassinado na noite desta quinta-feira, na Rua Amentista, em Coelho da Rocha, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

De acordo com o 21º BPM (São João de Meriti), homens armados chegaram ao local onde Heric trabalha e começaram a disparar contra ele, que morreu na hora. Na ação dos criminosos, outras duas pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para uma unidade de saúde. Elas não correm o risco de morrer.

Nas redes sociais, amigos da vítima lamentaram o ocorrido:

"Meu vizinho, muito gente boa, ninguém tinha nada do que reclamar dele! O pior foi ouvir as filhas chorando pedindo pro pai voltar.", "Pessoa de melhor qualidade, trabalhador, educado, simpático, gentil. Uma grande tristeza. Que Deus conforte o coração dos amigos e familiares. Tristeza me define!", "Não da pra acreditar nisso cara, ele era muito gente boa, a ficha não cai que meu barbeiro morreu. Super gente boa. Impossível acreditar que uma vida se foi assim tão repentinamente, a gente vai sentir muita saudade.", comentaram amigos da vítima.

O caso, que está sendo tratado como execução, é investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

24/05/2019
 
 
» PM reformado e filho são mortos em tentativa de assalto em São Gonçalo

RIO ? O policial militar reformado Sérgio Ramos Rohan, de 66 anos, e o filho, Luan Sérgio da Silva Ronan, de 24 anos, foram mortos em uma tentativa de assalto na Rua Manoel Martins, no bairro Amendoeira, em São Gonçalo, por volta das 21h desta quinta-feira.

De acordo com a polícia, os dois foram abordados por homens armados a 100 metros de casa. Sérgio teria reagido ao assalto e os criminosos atiraram contra as vítimas.

Um dos parentes, que preferiu não se identificar, disse que as vítimas estavam em um gol preto e que os bandidos chegaram em EcoSport prata. Segundo ele, o local do crime é famoso por ter muitos roubos.

? Sérgio era uma pessoa muito boa e muito querida na região onde tudo aconteceu. Eles estavam quase chegando em casa, mas aquele local está cada vez mais perigoso. Sérgio sempre andou armado, mas ao reagir a tentativa de assalto a arma dele falhou. É muito triste. ? contou o homem, que afirmou ainda que teme pela segurança da família.

Sérgio, que já estava aposentado pela Polícia Militar, trabalhava no momento como segurança. Ele era casado, pai de cinco filhos e tinha um enteado. Já Luan, que trabalhava em um petshop, deixa dois filhos.

O caso foi encaminhado para a Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, no bairro Fonseca.

24/05/2019
 
 
» Segundo especialista, Rio já enfrenta epidemia de chicungunha, com 11.392 casos em 2019

RIO ? A casa de Eliane Madeira está à venda. O imóvel fica na Rua Manuel Niobei, na Urca, e, há cerca de duas semanas, ela recebeu a visita de um corretor. A moradora tinha acordado com um mal-estar naquele dia e, ao apertar a mão do visitante, sentiu uma dor que se estendeu pelo braço e tomou o restante do corpo. Nos dez dias seguintes, os sintomas da chicungunha castigaram a paciente. Casos como este estão cada vez frequentes nos consultórios. O número de cariocas com a doença chegou a 11.392 este ano, contra 4.695 no mesmo período do ano passado. Para especialistas, esse crescimento 142% revela um quadro preocupante.

? Não há a menor dúvida de que estamos vivendo uma epidemia de chicungunha na cidade do Rio ? afirmou Roberto Medronho, médico e professor titular de epidemiologia da UFRJ.

A afirmação se baseia num cálculo usado pela comunidade científica para identificar quadros epidêmicos. Nesse método, segundo Roberto Medronho, considera-se epidemia quando o número de casos de uma determinada doença em um local específico aumenta mais de 50% em relação à média da quantidade de doentes nos últimos dez anos sem surto. No caso do Rio, a Secretaria municipal de Saúde não tem registro de pessoas com chicungunha até 2015. Nos anos seguintes, a média foi de 557 casos por mês. Considerando a média mensal de 2.278 infectados em 2019, chega-se a um aumento de 308% em relação aos anos anteriores. Além disso, a doença já causou cinco mortes este ano: uma na Zona Sul, duas na Zona Norte e duas na Zona Oeste.

Clique aqui para acessar a matéria na íntegra e visualizar este conteúdo.

Causada por um vírus transmitido pelo Aedes Aegypti, a chicungunha pode causar ainda diarreia, febre, erupções na pele e até conjuntivite. O paciente costuma ficar com os sintomas por até dez dias. Mas, depois disso, as dores nas articulações podem se estender por meses.

? Dói muito. É uma dor dentro do osso. O médico me passou anti-inflamatório por 15 dias para tentar amenizar ? disse Eliane Madeira.

A Associação de Moradores da Urca informou que a Rua Manuel Niobei, onde mora Eliane Madeira, se tornou um foco da doença. Ali, foram registrados dez dos 24 casos deste ano no bairro. A professora de ioga Fernanda Coelho costumava caminhar com seu cachorro pela via até cair doente em fevereiro. Foram 40 dias de uma dor que ela classifica como ?insuportável?. Até hoje, ela, que mora na Rua Cândido Gaffrée, ainda sente dores nos pés e nos punhos ao acordar.

Leia a reportagem na íntegra.

24/05/2019
 
 
» Queda de braço com estados atrasa R$ 700 bi em investimentos no saneamento 
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24/05/2019
 
 
» ANTT diminui multa a caminhoneiros em quase 90%

Uma decisão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) baixou em quase 90% o valor da multa aplicada a caminhoneiros que obstruem ou dificultam a fiscalização durante o transporte rodoviário de cargas, de R$ 5 mil para R$ 550.

E não é só isso. Agora, veículos de carga cadastrados no Registro Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas não serão mais obrigados a trafegar com um adesivo de identificação, que passará a ser eletrônica.

A agência afirmou que as mudanças buscam "acompanhar as melhorias e inovações do processo de fiscalização da ANTT, desburocratização e a redução de custos do setor de transporte rodoviário remunerado de cargas".

Ainda segundo a ANTT, essas medidas já eram uma reivindicação da categoria e implicarão em menos burocracia e custos.

As novas regras só passam a valer daqui a 30 dias.

Leia mais:Governo publica lista do PPI de projetos de concessão ou parceria com setor privado

Ministério da Economia recebe a 'bancada Paulo Guedes'

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24/05/2019
 
 
» Lingeries para o público trans ganham cada vez mais espaço no mercado de moda

LONDRES - Em uma quinta-feira recente em Londres, um grupo de modelos desfilou na passarela ao som de "Woman's World", da Cher, vestindo um conjunto rendado de calcinha fio dental e sutiã, realçado por um robe de seda. Todas eram mulheres trans, e a coleção da Carmen Liu Lingerie estava cheia de peças desenhadas para elas.

Carmen Liu, de 27 anos, é a fundadora da marca.

- Você vê todos esses anúncios maravilhosos com imagens de lingeries, mas nada disso serve para nós - diz Carmen, observando que mulheres trans, como ela, possuem necessidades que a lingerie tradicional não leva em consideração.

O dr. Richard Santucci, de 53 anos, cirurgião sênior no Crane Surgical Services, uma clínica com unidades em San Francisco e em Austin, no Texas, que realiza cirurgias de redesignação sexual, contou que apenas uma parcela das mulheres faz a cirurgia de readequação dos genitais.

Segundo a Pesquisa Americana sobre Transgêneros de 2015, 12% das mulheres trans que responderam ao questionário se submeteram a uma vaginoplastia. Ou seja, existe um mercado para roupas íntimas funcionais que permitem disfarçar a presença dos genitais masculinos.

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A coleção de Carmen Liu apresenta uma série de calcinhas, como a fio dental chamada "Você é tão graciosa", disponível em onze cores e que custa cerca de 120 reais. A base foi projetada para mulheres trans em fase pré-cirúrgica ou para aquelas que optaram por abdicar da vaginoplastia, muitas das quais já tiveram de fazer uso de alternativas, como a fita médica.

Liu informa que a linha GI, concebida para ser "tão sexy quanto uma lingerie cisgênera", recebeu tripla camada de tecido:

- É forte, porém confortável o suficiente para segurar tudo no lugar certo.

Antes, ela precisava usar uma calcinha tipo gaff, que é parecida com a fio dental, mas criada para esconder os genitais. Ela se refere à peça como "um produto terrível ? não fica sexy e não é produzido com tecido de lingerie".

Outras mulheres trans, como Laiah St. Jerry, de 26 anos, que desfilou para Liu, costumavam fazer os próprios apetrechos, removendo a parte de cima de um par de meias-calças e deslizando uma meia cortada pelo elástico.

- Dá muito trabalho e pode ser bastante desconfortável - conta St. Jerry.

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Para as mulheres trans, é mais fácil encontrar sutiãs, mas Liu destaca que achar peças que combinem com as calcinhas pode ser quase impossível.

- Você pode comprar um sutiã cisgênero em uma loja, mas teria de comprar uma calcinha que não combina. É como se jogassem na sua cara que você é diferente toda vez que tira a roupa.

A coleção de Liu permite combinar as partes de cima com as de baixo. O sutiã de cetim com renda e bojo com armação (cerca de 160 reais) é adequado para mulheres desde o início da terapia de reposição hormonal até os seios alcançarem tamanho médio. O sutiã de cetim puro com bojo e armação (mesmo valor) serve para bustos que variam do tamanho médio até duas medidas acima. Ambas as opções foram projetadas para acomodar a região do peito geralmente mais larga da mulher transgênero.

Liu promove a linha como "a primeira marca de lingerie transgênero do mundo", mas existem outras lojas no mercado que oferecem roupas íntimas acessíveis a pessoas trans e não binárias.

Roupas íntimas para todos

A Origami Customs, baseada em Montreal, tem uma linha de gaffs compressoras feitas sob medida com malha dupla, do tamanho extrapequeno ao extragrande. Os preços variam de 120 a 220 reais e as peças levam de duas a quatro semanas para ficarem prontas. A marca também fabrica sutiãs com qualquer combinação de tamanho entre o bojo e a faixa sob o busto e faz inserções para todos os estágios de tamanho dos seios.

- As peças não são desenhadas para atender a nenhuma ideia pré-concebida do que um corpo ou gênero deva ser. A existência trans não está fundamentada na decisão de escolher procedimentos médicos ou transformar o corpo. E celebro a singularidade da experiência de cada pessoa por meio das roupas que confecciono - expôs Rae Hill, de 29 anos, que fundou a empresa em 2010.

A Rebirth Garments produz uma linha de calcinhas que escondem a genitália e são decoradas com cores néon e formas geométricas. As versões de lycra e veludo recebem cobertura de malha compressora. O estilista da marca, Sky Cubacub, de 27 anos, começou a comercializar os produtos no site de e-commerce Etsy, em 2014. Ele proibiu o preto e o vermelho para oferecer às suas consumidoras uma experiência com cores mais vibrantes e desenhos mais divertidos como uma maneira de desafiar "as ideias heteronormativas do que é ser sexy".

E Rose Rayos, de 27 anos (conhecida como "Miss Boogie"), uma mulher trans do Brooklyn, está tentando redefinir a gaff com opções mais macias, flexíveis e arejadas que se encaixem no conceito de roupas casuais e confortáveis para práticas de exercícios:

- Tradicionalmente, a maioria das gaffs são feitas com tecidos de roupas de banho - esclarece.

Para homens trans

Homens transgênero também possuem necessidades especiais em relação às roupas íntimas e, da mesma forma, as empresas estão começando a perceber isso.

A TomboyX, uma marca de roupas agênero, se tornou particularmente popular entre homens trans que não se submeteram a cirurgias de mudança de sexo, um procedimento que Santucci chamou de "massivo". Entre os homens trans que responderam à Pesquisa Americana sobre Transgêneros de 2015, apenas 2% fizeram uma metoidioplastia e 3%, uma faloplastia.

Ryan Cassata, de 25 anos, é um homem trans, cantor e compositor que, nos últimos três anos, tem usado cuecas tipo boxer da TomboyX, além de modelar para a marca:

- Elas são extremamente macias e ficam masculinas no corpo - elogia.

Ian Harvie, de 50 anos, homem trans que atua como comediante e ator em Los Angeles, usa cuecas boxers da Tommy Hilfiger compradas na T. J. Maxx. Ele diz que levou dez anos para encontrar um modelo que vestisse bem o corpo:

- Era apenas uma questão de encontrar um corte de que eu gostasse - disse.

No dia a dia, muitos homens transgêneros, como Harvie, se viram com cuecas convencionais. Alguns "preenchem" a região dos genitais quando vão a lugares como a academia de ginástica. Isso exige uma cueca especial que tenha um compartimento onde os usuários possam acomodar de forma confortável uma prótese.

Alguns homens na fase da transição adquirem uma faixa para disfarçar os seios e evitar a disforia de gênero.

LEIA TAMBÉM: 'Uma pessoa trans não tem armário para voltar, não posso apagar a minha existência', diz guarda municipal

A marca All is fair in love and wear foi financiada por meio de uma campanha no Kickstarter, em 2016, com o propósito de oferecer opções de faixas confortáveis. Christian Dominique, de 23 anos, diretor da marca, afirma que muitas faixas comerciais passam a sensação de que se está usando uma lona:

- Imagine vestir um saco apertado de juta em volta do peito que é impossível de colocar e tirar - pondera.

As versões que Christian fabrica são produzidas com o mesmo material de roupa de banho e oferecem elasticidade para áreas sensíveis, como a abertura para o pescoço e na altura das axilas.

Dominique frequentemente dá palestras sobre como usar a faixa de forma segura e enfatiza a importância de não "ficar com as faixas por mais de oito horas, enquanto dorme ou usar tamanhos muito pequenos", o que pode levar ao deslocamento de costelas e acúmulo de fluido no pulmão.

Tradicional, mas novo

Cora Harrington, de 34 anos, autora do livro "In Intimate Detail: How to choose, wear, and love lingerie" ("Em detalhes: como escolher, vestir e amar lingeries", em tradução livre), garante que produtos para a população transgênero sempre existiram.

- O que mudou é que, agora, está mais fácil do que nunca atingir o público-alvo por meio das redes sociais e do comércio on-line; também encontramos com mais facilidade os tecidos necessários para a produção desses itens.

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A Knixteen, uma empresa que cria calcinhas para adolescentes usarem durante o período menstrual, recentemente contratou Jazz Jennings, de 18 anos, estrela do reality show "I Am Jazz", exibido pelo canal americano TLC, para projetar o "Sutiã Jazz".

Jennings escolheu o roxo para sua criação ? a cor representa a Fundação Trans-Kids Purple Rainbow, gerida por sua família. Para a estampa, conchas, inspiradas nas sereias que, segundo Jennings, são populares entre jovens que não aceitam estereótipos de gênero, visto que "sereias não têm órgãos genitais e são basicamente sem gênero".

Em 2015, a Thinx criou uma linha de shortinhos para pessoas que menstruam.

- É uma das peças com mais saída - afirma Siobhan Lonergan, de 47 anos, executivo-chefe da marca. A campanha do produto, que representou 8% das vendas de 2018, foi estrelada pelo modelo transgênero Sawyer DeVuyst. - Percebemos que nem todo mundo que menstrua se identifica como mulher - esclareceu Lonergan.

As marcas mais tradicionais de lingerie ainda precisam incorporar peças trans no catálogo. Em 2018, Ed Razek, diretor de marketing da Victoria's Secret, foi taxativo ao declarar que não teria uma modelo transgênero no desfile anual da marca, implicando que elas não fazem parte de "uma fantasia". Foi um revés para Carmen Carrera, de 33 anos, modelo que estava fazendo campanha para se tornar a primeira "angel" trans da marca americana.

Kimmay Caldwell, de 34 anos, profissional e educadora especializada em roupas íntimas e adequação de sutiãs, acredita que isso acabará mudando.

- Quanto mais essa demanda partir dos varejistas, que estão ficando mais abertos e inclusivos, veremos esses produtos conquistando espaço em mais lojas.

24/05/2019
 
 
» 'Pi ? Panorâmica insana' traça um painel de questões atuais

Alguma coisa está fora da ordem. Os números são claros: a população mundial cresce em um milhão de pessoas a cada cinco dias; anualmente, mais de um bilhão de toneladas de alimento vão para o lixo; em decorrência de crises políticas, 65 milhões de refugiados se deslocam em busca de abrigo; uma média de 60 mil assassinatos mancha o Brasil a cada ano, um recorde mundial. Os dados seguem reproduzidos no programa distribuído ao público da peça ?Pi ? Panorâmica insana?, e inspiram um questionamento que se replica, nas entrelinhas, ad infinitum, como o próprio número ?pi? do título. Diante de uma imensidão de contradições, como agir?

Confira: a programação de teatro no Rio, com horários e preços

Espetáculo que reabre, nesta sexta-feira, o antigo Teatro Manchete, na Glória ? agora sob o nome de Teatro Prudential ?, a nova produção da diretora Bia Lessa traça um desenho simultaneamente extenso e conciso da humanidade ao reforçar uma premissa simples e urgente, enfatizada por relatórios da ONU e por incontáveis pesquisas: sim, há algo em colapso.

? O ser humano, de fato, criou um mundo que não o serve mais ? ela atesta. ? Chegamos a um limite físico e ideológico.

Leandra Leal, Cláudia Abreu e Rodrigo Pandolfo em cena de 'Pi — Panorâmica insana' Guito Moreto / Agência O Globo

Não à toa, a ficção toma forma de painel e em ritmo frenético ? mas sem se concentrar no caráter metafísico das estatísticas alarmantes, pois também é preciso atenção com a vida terrena. Em cena, Cláudia Abreu, Leandra Leal, Luiz Henrique Nogueira e Rodrigo Pandolfo preenchem o palco em meio a 11 mil peças de roupa adquiridas em brechós, vestindo-se e desnudando-se com mais de 150 tipos comuns, num retrato fragmentado da existência coletiva. Funciona assim: de repente, uma psiquiatra reativa ganha a palavra, sucedida por uma mendiga que come as próprias fezes, uma grã-fina abastada, um homem que adora Nova York, uma secretária que deseja se casar com um empresário rico, e por aí vai.

A grosso modo, a proposta da obra com textos assinados por André Sant?anna, Jô Bilac e Júlia Spadaccini, além do que a diretora incluiu de Franz Kafka e Paul Auster ? e criações dos próprio atores ?, é varrer o pó ou catar os cacos de uma totalidade espatifada, arruinada.

? É como se um avião estivesse passando e, de repente, uma bomba fosse lançada para enfocar uma pessoinha lá embaixo. Logo depois, a visão de cima retorna e o mergulho se dá em outra criatura ? compara Pandolfo. ? Expomos a insanidade justamente para ganhar lucidez.

Rodrigo Pandolfo, Cláudia Abreu, Leandra Leal e Luiz Henrique Nogueira no Teatro Prudential — Sala Adolpho Bloch, no Rio Guito Moreto / Agência O Globo

Apresentada no último ano em São Paulo ? e, mais recentemente, em Belo Horizonte e Curitiba ?, a dramaturgia ganha novos significados à medida que o tempo passa. As definições para o irreverente jogo cênico, com temporadas elogiadas, empolgam, inclusive, o elenco. Há sempre mais a se pensar sobre o próprio ofício.

? A frase do Panda (apelido de Pandolfo) é maravilhosa. É isto: apenas olhamos para o presente, embora ele pareça uma realidade distópica ? acrescenta Leandra. ? Não fazemos algo estático. As roupas que compõem o cenário, por exemplo, escondem várias histórias: já foram a formatura, o sonho, o date ou mesmo a prestação de alguém.

Roupas contam histórias

Os primeiros decimais de ?Pi ? Panorâmica insana? foram digitados há sete anos, sem pretensão. À época, Cláudia Abreu dividiu um desejo com três colegas da novela ?Cheias de charme? e combinou de encenar uma peça ao lado de Luiz Henrique Nogueira, Rodrigo Pandolfo e Leandra Leal. O plano se concretizou lentamente, com a entrada de novos nomes no projeto e uma grande transformação em relação à ideia original.

? Eram quase duas décadas sem fazer teatro adulto, no meu caso ? pondera Cláudia. ? Ao longo de tantos anos, fiz quatro filhos, uma faculdade e muitos trabalhos na televisão e no cinema. Achei que não adiantava fazer teatro apenas por fazer. Precisava de algo mais pessoal.

A diretora Bia Lessa, no cenário que inventou para a peça 'Pi — Panorâmica insana': são quatro horas para organizar tudo, com a ajuda de chips nas roupas Guito Moreto / Agência O Globo

O tempo ao tempo foi necessário. Quando inicialmente imaginou, ao lado de Luiz Henrique, os temas possíveis para o espetáculo, a atriz havia idealizado uma trama sobre os ?excluídos sociais?, assunto logo reformulado com a chegada da diretora Bia Lessa, há três anos.

Responsável pela recente e consagrada adaptação de ?Grande Sertão: Veredas? nos palcos, Bia imprimiu a ?Pi...?, como definem os atores, uma linguagem ?revolucionária?. Foi dela a ideia do cenário com 11 mil roupas espalhadas sobre o chão, algo que demandou uma tecnologia à parte, comandada por um engenheiro, com chips instalados nos tecidos para que as peças fossem encontradas antes e após as sessões.

? Montamos uma geografia de almas. É como se pegássemos o mundo inteiro e puséssemos aqui. Por isso, as roupas, e roupas que foram vividas! Para chegarmos à noção de multidão, era importante que essas pessoas se multiplicassem em cada roupinha ? diz a diretora, que retoma uma antiga parceria com Cláudia, com quem trabalhou em ?Orlando? (1989) e ?Viagem ao centro da Terra? (1993).

O elenco da peça 'Pi — Panorâmica insana': Rodrigo Pandolfo, Leandra Leal, Cláudia Abreu e Luiz Henrique Nogueira Guito Moreto / Agência O Globo

Chama atenção o modus operandi de Bia, uma mulher inquieta, apesar da aparência tranquila e da voz em volume baixo. Nos ensaios, ela assiste à performance do elenco sentada numa das poltronas da plateia, com um microfone à mão e um eventual copo d?água de coco. Um passo a mais ou a menos é motivo para interrupções e sugestões, quase sempre sucedidas por um pedido de desculpa à equipe. A expressão ?peraí, vamos ter que refazer isso, desculpa? é repetida pela diretora até que se encontre o caminho certo.

? Teatro, para mim, é muito complicado. Diferentemente de um escritor, que manda um livro para a editora e não tem mais a chance de mudar uma vírgula, aqui tenho a possibilidade de acrescentar o que vem à tona diariamente. Funciona como o pensamento, num grau de angústia extremamente elevado. É mesmo como se fosse uma sobrevida, sabe? ? discorre a diretora, que até 2017 (quando estreou ?Grande Sertão: Veredas?) permaneceu nove anos afastada dos tablados. ? Só faço teatro quando tenho alguma coisa a dizer. Por isso, não acontece toda hora. Esse espetáculo nasce do desejo de ação, quase como uma vontade de vomitar. Não dá mais para ficar na cama lendo o meu próprio livro, não dá mais para não fazer teatro.

No primeiro dia em que se reuniu com a trupe, no entanto. em 2016, houve um aviso: ela ainda não sabia se haveria peça. Era preciso matutar mais para encontrar (ou não) um espetáculo. Depois, a diretora solicitou um exercício. Para o dia seguinte, o quarteto de atores deveria inventar 70 personagens com CPF, RG e profissão definidos. Os improvisos acabaram incorporados à dramaturgia.

? Não vivemos um processo retilíneo, em que simplesmente pegamos um texto pronto e decoramos. A gente foi se transformando conforme o mundo em volta da gente também ia mudando, e aí novas propostas surgiam ? diz Luiz Henrique.

Elenco da peça 'Pi — Panorâmica insana' no Teatro Prudential, o único no Rio em que a parede do fundo do palco é retrátil: Rodrigo Pandolfo, Cláudia Abreu, Luiz Henrique Nogueira e Leandra Leal Guito Moreto / Agência O Globo

De fato, ?Pi ? Panorâmica insana? foi erguido dentro da sala de ensaio ? e as próprias indicações de textos decorreram dali, recolhidos de uma caixa com escritos que eram lidos por todos. Na última semana, durante o primeiro ensaio no Rio, no Teatro Prudential, Bia pinçou uma camiseta que jamais havia visto por baixo de uma montanha de vestidos, bermudas e calças. Achou que poderia servir para uma sequência. Eis a prova da peculiaridade de cada peça.

? Está aí também um elogio à belezura da vida. Isso é o diverso ? ela diz. ? Como pode nascer tanta gente há tempo, e ninguém ser igual ao outro? A própria ideia de vida não deixa uma árvore ser idêntica a outra. Há um mistério extraordinário dentro de todos nós, apesar de tudo.

Teatro Prudential ? Sala Adolpho Bloch: Rua do Russel 804, Glória ? 3554-2934. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 18h. R$ 80 (qui), R$ 90 (sex), R$ 100 (sáb e dom). 80 minutos. Não recomendado para menores de 16 anos. Até 16 de junho.

Novidades e idas e vindas de Bia Lessa

'Grande Sertão: Veredas'

Peça mais premiada na temporada paulistana de 2017, ?Grande Sertão: Veredas? voltará aos palcos a partir de 15 de junho, desta vez no Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói. Ainda este ano, a adaptação da obra de Guimarães Rosa estrelada por Caio Blat se transformará em filme, em versão dirigida pela própria Bia.

'Macunaíma'

Em 28 de junho, no CCBB de Belo Horizonte, Bia estreia a adaptação teatral de ?Macunaíma?, com temporada prevista para o Rio no fim de agosto, também no CCBB. Adaptação do livro escrito por Mário de Andrade, o espetáculo será encenado pela Companhia Barca dos Corações Partidos.

24/05/2019
 
 
» Cinza, branco, preto e madeira dão conceito minimalista à decoração

Mesmo antes de entrar na casa da estilista Camilla Abe, quem chega já se encanta com o hall do elevador, onde uma instalação de luz de Maneco Quinderé surpreende. Mas, como quem avisa amigo é, sapatos devem ser deixados na entrada. Não só porque é um costume comum entre jovens casais, mas também porque o marido de Camilla, Marcel, é descendente de japoneses, adeptos desse hábito ancestral. Pais dos fofíssimos Naomi, de 5 anos, e Kenzo, de 4 meses (na foto), eles escolheram o arquiteto Mauricio Nóbrega para reformar o apartamento de 180 metros quadrados, no coração de Ipanema. ?Queríamos que toda a parte social fosse integrada e que os quartos das crianças seguissem o mesmo conceito?, explica Camilla, sócia da marca de roupas Aroeira Abe.

Mauricio captou o desejo dos moradores, que estavam acostumados com esse estilo de arquitetura por terem morado nos Estados Unidos. E acertou em cheio nas modificações do apartamento, com um ?integra e esconde? sutil. ?Propus que a cozinha fosse para perto da janela, onde tem mais luz. E no lugar dela criamos uma sala de televisão, que não precisa de claridade. No antigo corredor, pusemos uma grande estante laqueada onde escondemos todas as tubulações necessárias. Foi uma boa sacada e ainda tem espaço para livros, objetos de decoração e uma adega?, enumera Mauricio.

Sala e cozinha integradas Felipe Fittipaldi

A paleta de cores usada ? cinza, branco, preto e madeira ? foi escolhida pelos moradores, que são bem minimalistas. Alguns móveis vieram de Nova York, inclusive os tapetes, exatamente nesses tons, que se repetem até mesmo no quarto do bebê, que acabou nascendo durante a reforma do apartamento. ?Usamos um papel de bolinhas pretas numa das paredes e criamos um roda teto de madeira. Apesar dos tons, o quarto ficou bem delicado?, diz o arquiteto, que isolou o ambiente infantil com portas de correr de venezianas. ?Mas quase enlouquecemos o pedreiro com o banheiro das crianças que é de pastilhas brancas sextavadas com a inclusão pontual de pastilhas pretas.?

Quarto infantil Felipe Fittipaldi

No living, um grande banco de madeira corre sob a janela e serve tanto como espaço para sentar quanto para guardar objetos. O móvel é feito de freijó, madeira empregada em todo o madeiramento da casa. Vale destacar as brisas largas que separam a sala de TV do living e permitem uma integração discreta dos ambientes. ?Aumentei também o hall de entrada, que era muito pequeno e escuro, e ali também usei as brises em freijó?, conta Mauricio.

Vista para o hall Felipe Fittipaldi

O piso é de cerâmica cinza na área social e de tacos de madeiras, já existentes, na parte íntima. A bancada da pia da cozinha é de granito preto, onde foi encostada uma mesa de jantar em madeira com cadeiras de diferentes estilos. Os móveis da sala de estar também seguem o conceito do resto do décor, com design limpo e sem ?frufus?. ?Compramos uma mesa de centro e juntamos com a que já tínhamos. Ficou perfeito?, diz Camilla.

24/05/2019
 
 
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