Documento sem título
  Segurança Pública e Direitos Humanos
 
Documento sem título
Associação de Oficiais Militares
CESeC
Fórum Brasileiro de Segurança
Forum de Segurança Pública
Governo estadual
Guarda Municipal do Rio de Janeiro
IBCCRIM
Instituto de Advocacia Racial e Ambiental
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
ISP
LeMetro
NECVU
NUFEP / UFF
NUPEVI
Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro
Polícia Federal
Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro
Rede Nacional Direitos Humanos
Rio de Paz
SEAP
Viva Rio
 
 O Dia
Veja + 
 Globo On
Veja + 
Folha ONLINE
Veja + 
 
 
Documento sem título
 
 
» Coronavírus: Das 106 mortes no estado, seis são em favelas do Rio

RIO - Quatro comunidades cariocas registram mortes provocadas pela Covid-19. Até as 18h desta quarta-feira, quando foram divulgados os boletins atualizados das secretarias estadual e municipal de saúde, seis óbitos foram contabilizados em comunidades da capital.

Mutirão humanitário: Estado vai distribuir 2,5 milhões de cestas básicas para famílias em extrema pobreza

Na Rocinha, comunidade de São Conrado, na Zona Sul, duas pessoas morreram por causa do coronavírus. Outros dois óbitos foram registrados em Vigário Geral, um em Manguinhos e um na Maré, comunidades da Zona Norte.

Ao todo, a cidade do Rio de Janeiro registra 73 óbitos, sendo 19 deles ocorridos em unidades da rede municipal de saúde. O município registra 1.449 casos confirmados. O estado registra 106 mortes e 1.938 casos confirmados da doença.

Mais cedo, a Secretaria de Estado de Saúde assumiu um erro de informação no painel de monitoramento do coronavírus. No quadro, havia informação de cinco óbitos na Rocinha e três em Manguinhos.

08/04/2020
 
 
» Carolina Dieckman passa a tarde fazendo pinturas lindinhas em máscaras: 'tempo é amor'

A atriz Carolina Dieckman usou sua quarta-feira para fazer uma boa e linda ação. Ela coloriu com frases motivacionais e desenhos de estrelas cadentes, corações e estrelas várias me

08/04/2020
 
 
» SP não notifica casos leves e Secretário reconhece subnotificação de Covid-19

SÃO PAULO ? A Secretaria de Saúde de São Paulo continuará notificando apenas casos graves de Covid-19 e casos entre profissionais de saúde. Segundo a pasta, a decisão está de acordo com orientação do Ministério da Saúde. A subnotificação pode comprometer a tomada de decisões de autoridades e população sobre a doença, alerta o Ministério Público.

Coronavírus: Brasil registra 133 mortes em um dia e total chega a 800; país tem 15.927 casos confirmados

Em coletiva com o governador João Doria nesta quarta-feira, o secretário estadual de Saúde José Henrique Germann admitiu subnotificação dos casos leves no estado.

? É algo que ocorreu no mundo inteiro. 80% dos pacientes não se faz nada com eles, não existe tratamento, não é feito tratamento ou investigação. Pode passar no médico, faz uma consulta e fica por isso mesmo. Então não tem essa notificação ? defendeu o secretário na coletiva.

Feriado:Doria pede para população de SP não viajar ao litoral na Páscoa

Em 27 de março, um email encaminhado pela Secretaria de Saúde para unidades de saúde de São Paulo solicitava que apenas casos graves entre a população - e quaisquer casos entre agentes de saúde - sejam notificados oficialmente, segundo informou o portal G1.

Ficam de fora das estatísticas oficiais, portanto, todos casos leves da doença. São Paulo tem nesta quarta-feira 428 mortes e 6.708 casos confirmados da doença.

Siga no Twitter: Força-tarefa do GLOBO divulga as principais notícias, orientações e dicas de prevenção da doença

O Ministério Público de Contas e a Promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público do Estado de São Paulo manifestaram-se contra a decisão da pasta. A Promotoria instaurou inquérito para investigar a orientação na última quinta-feira. Os órgãos exigem mudança no atual protocolo de notificação da doença e maior transparência na divulgação dos dados no estado.

08/04/2020
 
 
» 'Tudo acertado, sem problema nenhum', diz Bolsonaro sobre Mandetta

BRASÍLIA ? O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que está "tudo acertado" entre ele e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, após os dois se reunirem. Bolsonaro disse, em entrevista à Band, que os dois estão estressados devido ao trabalho, mas negou-se a responder se cogitou demitir Mandetta.

Compartilhe por WhatsApp: clique aqui e acesse um guia completo sobre o coronavírus

? Foi acertado. É comum, Datena, alguma coisa...Até em casa, a gente tem problema muitas vezes com a esposa, com o esposo, né? É comum acontecer no momento em que todo mundo está estressado de tanto trabalho, eu estou, ele está. Mas foi tudo acertado, sem problema nenhum, segue a vida.

Saúde: Teorias e propostas sobre o novo coronavírus opõem Bolsonaro e Mandetta

Questionado se pensou em demitir o ministro, como revelou o GLOBO, Bolsonaro desconversou e fez piada com o apresentador José Luiz Datena:

? Um beijo para você, Datena. Um abraço hétero para você, Datena.

Depois, sem referir-se diretamente a Mandetta, o presidente criticou subordinados que tentam impor sua vontade e aparecer muito na televisão:

? O que não pode acontecer é você ter um subordinado aí na televisão pra cima de você e tu não pode viver sob tensão com essa preocupação, tá certo?

Datafolha: 17% dos eleitores de Bolsonaro dizem que se arrependeram do voto

Após Datena afirmar que a falta de resposta parecia uma confirmação, Bolsonaro disse, entre risos:

? Então você vai falar "pensou". Pô, Datena, eu penso cada coisa, é bom você não perguntar o que eu penso de você, não, Datena.

De acordo com o presidente, Mandetta "se convenceu" a flexibilizar sua posição sobre a utilização da cloroquina, e o parabenizou por isso.

Cloroquina: Mandetta rebate Doria sobre cloroquina e diz que 'ninguém é dono da verdade'

? Ele, inclusive, a questão da hidroxicloroquina de ontem para hoje ele decidiu aí também fazer com que as pessoas, no início da manifestação possam ser atendidas, foi muito bem-vindo da parte dele. Então eu o parabenizo no tocante a isso. Isso tinha um ponto de atrito entre nós. E ele, como médico, entendeu perfeitamente e se convenceu disso.

08/04/2020
 
 
» Como a demora para agir e avisos ignorados atrapalharam a luta contra o coronavírus em Nova York
Conteúdo exclusivo para assinantes, acesse no site do globo.
08/04/2020
 
 
» EUA vão apreender exportações de máscaras e luvas em meio à crise do coronavírus

WASHINGTON - Os Estados Unidos vão apreender as exportações de equipamentos médicos de proteção importantes até determinar se o material deve ser mantido no país para combater a propagação do novo coronavírus, anunciaram duas agências federais americanas nesta quarta-feira.

A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) anunciou que vai apreender exportações de respiradores, máscaras cirúrgicas e luvas cirúrgicas, de acordo com um anúncio conjunto feito com a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema). A Fema determinará se o equipamento deve ser devolvido para uso nos Estados Unidos, adquirido pelo governo dos EUA ou exportado.

Não está claro se a decisão pode interferir no acordo combinado na segunda-feira entre a 3M, uma das maiores produtoras de artigos hospitalares do mundo, e o governo americano, que permite à empresa continuar a exportar máscaras para a América Latina e o Canadá, algo que um decreto do presidente Donald Trump buscou suspender.

Isolamento:Sistema que monitora Covid-19 põe em xeque redução da quarentena no interior

Trump emitiu um memorando na sexta-feira que instruiu as agências federais a usarem qualquer autoridade necessária para manter os suprimentos médicos muito procurados nos Estados Unidos.

Governadores, prefeitos e médicos manifestaram apreensão por semanas devido à escassez incapacitante de equipamentos de proteção individual para socorristas e profissionais de saúde da linha de frente, além de respiradores e de outros suprimentos médicos.

O movimento para apreender as exportações incluirá máscaras respiratórias N95, que filtram as partículas transportadas pelo ar e são usadas para proteger contra a Covid-19, a doença respiratória potencialmente letal causada pelo novo coronavírus.

A empresa de fabricação dos EUA 3M Co, a principal produtora de máscaras em todo o mundo, disse na segunda-feira que chegou a um acordo com o governo Trump que permitiria continuar exportando as máscaras para o Canadá e a América Latina, apesar das restrições presidenciais. A empresa havia dito dias antes que interromper as exportações para essas regiões teria "implicações humanitárias".

Um regulamento federal que descreve os procedimentos da Fema para apreender e fiscalizar as exportações entrará em vigor na sexta-feira e permanecerá em vigor até 10 de agosto, de acordo com uma versão preliminar publicada online. A agência terá como objetivo tomar decisões sobre exportações rapidamente e buscará minimizar interrupções na cadeia de suprimentos, disse o projeto de regulamento.

Conforme se tornaram epicentro da Covid-19, os EUA assumiram protagonismo na disputa global por equipamentos médicos. Após uma pausa nas disputas comerciais com a China, os americanos fecharam um acordo para a compra de luvas, máscaras e roupas de proteção que serão transportadas em ao menos 20 voos fretados. Países como Brasil, França e Canadá, no entanto, viram suas encomendas canceladas. No caso do país europeu, os americanos chegaram a oferecer três vezes mais pelos utensílios.

Internamente, alguns funcionários de governos estaduais e municipais acusaram a Fema nos últimos dias de confiscar remessas de máscaras e outros suprimentos vindos do exterior. Uma autoridade do Departamento de Segurança Interna dos EUA, que pediu anonimato para discutir o assunto no início desta semana, disse que metade do equipamento de proteção trazido para os Estados Unidos em voos do governo americano pode ser redirecionado para áreas de alta necessidade em todo o país, mas contestou a ideia de que o equipamento foi apreendido.

A Fema não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

08/04/2020
 
 
» Coronavírus: OMS aponta Fiocruz como laboratório de referência nas Américas

RIO - A Organização Mundial da Saúde (OMS) oficializou, nesta quarta-feira, a indicação do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo da Fiocruz (Instituto Oswaldo Cruz) como laboratório de referência para o combate ao novo coronavírus nas Américas. O laboratório da Fiocruz, que já era referência junto à OMS para vírus do tipo Influenza, estava encarregado pelo governo federal de testar amostras e capacitar outras instituições do país para também realizarem exames de Covid-19.

A partir de agora, a Fiocruz poderá receber amostras de Covid-19 de outros países da região para promover o sequenciamento genético do novo coronavírus, identificar mutações e aprofundar estudos que possam levar ao desenvolvimento de uma vacina e ao aprimoramento de diagnósticos, além de testes de medicamentos.

Isolamento:Sistema que monitora Covid-19 põe em xeque redução da quarentena no interior

Além do laboratório da Fiocruz, apenas o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), ligado ao governo dos Estados Unidos, atua como referência da OMS no combate ao novo coronavírus no continente americano. Segundo a chefe do laboratório da Fiocruz, Marilda Siqueira, a indicação por parte da OMS coloca o Brasil em posição de maior destaque na comunidade internacional em esforços na área de saúde pelo enfrentamento do vírus, que já causou mais de 1,4 milhão de mortes em todo o mundo.

Coronavírus Serviço: Tudo o que você precisa saber para lidar e se proteger da pandemia

- Tudo isso faz com que os dados gerados no Brasil tenham força e representatividade para influenciar as análises globais sobre a situação dos vírus influenza e, agora também, do coronavírus - afirmou a pesquisadora.

A Fiocruz havia sido escolhida pela OMS, no fim de março, para liderar um ensaio clínico no Brasil, envolvendo 18 hospitais de 12 estados, com o objetivo de avaliar questões como o uso de medicamentos no combate ao coronavírus. A instituição vem fazendo testes, por exemplo, sobre a eficácia contra o Covid-19 de medicamentos usados no tratamento do vírus HIV.

No início do ano, em meio ao avanço de casos de Covid-19 na China, o laboratório da Fiocruz instaurou protocolos de diagnóstico do novo coronavírus junto à OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde). A partir daí, o laboratório atuou no treinamento e capacitação de outros centros de diagnóstico no país, como o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, que detectou o primeiro caso confirmado de coronavírus no país, em 26 de fevereiro, e publicou dois dias depois o primeiro sequenciamento do vírus na América do Sul.

No total, a Fiocruz atuou na capacitação de ao menos 13 laboratórios no país para testagem e diagnóstico de Covid-19, além de outros nove países da América Latina. Com a oficialização como referência no continente, a Fiocruz poderá receber amostras inclusive para confirmações de óbitos e apoio a países com menor estrutura, como o Equador, que vive um avanço de casos e uma sobrecarga do seu sistema de saúde.

08/04/2020
 
 
» 'O presidente pode exonerar ministros, mas a Constituição não permite que ele adote políticas genocidas', diz Gilmar Mendes

BRASÍLIA ? O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quarta-feira que o presidente da República tem todo o direito de demitir ministros de Estado, se considerar conveniente. No entanto, ele não pode adotar ?políticas genocidas?. Desde o início da pandemia do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro tem entrado em conflito com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Preocupado com a economia, Bolsonaro defende o isolamento parcial da população; Mandetta é favorável ao isolamento mais amplo, para evitar a proliferação do coronavírus, como recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Saúde: Teorias e propostas sobre o novo coronavírus opõem Bolsonaro e Mandetta

Gilmar considerou indesejáveis as rusgas entre os dois - que ficaram mais evidentes nesta semana, quando Bolsonaro ameaçou demitir Mandetta, mas não concretizou o ato. As declarações foram dadas em entrevista ao portal UOL, transmitida pela internet.

? Eu não previa que isso fosse acontecer e certamente isso não é desejável. O presidente da República dispõe do poder de exonerar seus ministros. Agora, a Constituição não permite que o presidente adote politicas genocidas, que afetem de maneira crucial a vida da população. É desejável que haja uma articulação, que haja um afinamento dessa orquestra ? afirmou, completando mais adiante: ? Não é o ideal que haja orientações diversas no governo, o governo precisa se coordenar em torno da orientação do Ministério da Saúde, para não gerar esse tipo de perplexidade.

Coronavírus: Gilmar Mendes diz que há 'vácuo no poder' e que Brasil retrocedeu

Gilmar voltou a dizer que, se Bolsonaro decidir revogar os decretos dos governadores que determinam o isolamento social, a medida deve ser derrubada no STF.

Isolamento social: Quarentena é mantida por 23 estados em combate ao coronavírus

Perguntado sobre se o uso da hidroxicloroquina poderia ser judicializado, o ministro respondeu que essa decisão não deveria ser nem de governantes, nem de médicos. Segundo ele, os médicos no Brasil costumam ser mais eficientes do que os dirigentes públicos.

Cloroquina: Mandetta rebate Doria sobre cloroquina e diz que 'ninguém é dono da verdade'

? O país já foi de 200 milhões de técnicos de futebol. Agora, está se tornando o país de 200 milhões de médicos. Vamos calçar as sandálias da humildade. Não vou opinar sobre medicamentos, porque não tenho habilitação para tanto. Esse assunto deve ficar com cientistas e médicos. Em geral, os médicos no Brasil são melhores que os nossos dirigentes ? disse.

O ministro ainda criticou propostas ?infantis? para conter a pandemia. Para ele, o uso do Fundo Eleitoral nas políticas de saúde agora são populistas, porque o dinheiro não seria suficiente para debelar o problema. Mendes conclamou a presença de ?mais adultos na sala?.

? Na verdade, há falta de recursos. Se tivermos eleição, vamos precisar do fundo. Vamos encerrar esse debate infantil. O Brasil retrocedeu inclusive no item maturidade. Nós estamos falando de algo que se aproxima de R$ 800 milhões, de R$ 1 bilhão, que é o que se estima necessário para enfrentar a crise. Então, discutir R$ 1 ou 2 milhões do Fundo Eleitoral parece coisa de criança nesse ambiente. Não vamos debater de maneira populista. O populismo já nos deu resultados muito ruins. Precisamos ter mais adultos na sala ? exclamou.

Mendes contou que aconselhou Bolsonaro a se acertar com os governadores, em nome da harmonia no poder público. O ministro afirmou, ainda, que pensar em impeachment neste momento seria uma forma de politizar ainda mais a crise sanitária. Ele defendeu a definição de estratégias conjuntas no governo para combater a pandemia.

? Deveríamos todos somarmos esforços no sentido de melhoria no nosso quadro de gestão, diminuirmos a discussão partidária, discutirmos as estratégias. Eu disse disse ao presidente: ?O senhor precisará dos governadores, independentemente da coloração partidária. A União não tem poderes para invadir um estado e de dar ordens. Nós deveríamos encerrar essa belicosidade e buscarmos integração ? declarou.



08/04/2020
 
 
» PT e MBL se unem em São Paulo contra projeto que enfraqueceu Controladoria do Município

Vereadores da direita e da esquerda, do PT ao movimento MBL, se uniram hoje para apresentar um projeto de lei na Câmara de São Paulo para suprimir a emenda que criou uma instância política, não técnica, acima da Controladoria Geral do Município (CGM).???

O projeto foi apresentado pelos vereadores Prof. Cláudio Fonseca e Soninha Francine, ambos do Cidadania, e tem como coautores Eduardo Suplicy (PT), Gilberto Natalini (PV), José Police Neto (PSD), Patrícia Bezerra (PSDB), Adriana Ramalho (PSDB), Fernando Holiday (Patriota), Rodrigo Goulart (PSD), Janaína Lima (Novo) e Caio Miranda (DEM).??

Os vereadores argumentam que a emenda prejudica esforços anticorrupção da controladoria, contraria a autonomia do controle interno, conforme manda a Lei Anticorrupção, e viola os princípios constitucionais de legalidade, moralidade e impessoalidade, ao permitir a revisão das sanções por funcionários públicos direta ou indiretamente interessados nos resultados.

A emenda que criou a instância política acima da controladoria foi de autoria do presidente da Câmara, Eduardo Tuma, do PSDB.

ACESSE A HOME DA COLUNA E LEIA TODAS AS NOTAS, ENTREVISTAS E ANÁLISES

Leia também:

  • Gilmar inclinado a dar liminar para saque do FGTS
  • Governo prepara MP para que hotéis abriguem profissionais de saúde durante pandemia
  • Justiça manda governo do Rio dar testes do coronavírus a enfermeiros
  • Deputados protocolam pedido de impeachment de Abraham Weintraub
  • Ex-braço-direito de Osmar Terra envia carta defendendo Mandetta
  • Governo defende no STF atividades religiosas na pandemia
  • Acompanhe nas redes sociais:

    Clique aqui para acessar a matéria na íntegra e visualizar este conteúdo.

    08/04/2020
     
     
    » Por que não há casos de coronavírus registrados no Turcomenistão

    Embora o mapa que mostra o alcance do coronavírus no mundo esteja cada vez mais coberto por círculos vermelhos, vários países ainda não registraram casos de infecção.

    Um desses países é um dos mais repressivos do mundo - o Turcomenistão. Especialistas estão preocupados com a possibilidade de que o governo possa estar escondendo a verdade, o que poderia atrapalhar as tentativas de conter a pandemia.

    Enquanto o mundo luta contra o coronavírus e cada vez mais países impõem restrições a suas populações, o Turcomenistão realizou uma pedalada para marcar o Dia Mundial da Saúde na terça-feira (07/04).

    O país da Ásia Central ainda alega ter zero casos de coronavírus. Mas podemos confiar nos números fornecidos por um governo conhecido pela censura?

    "As estatísticas oficiais de saúde do Turcomenistão não são confiáveis", diz o professor Martin McKee, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, que estudou o sistema de saúde do Turcomenistão.

    "Na década passada, eles alegaram não ter pessoas vivendo com HIV/Aids, algo que não é plausível. Também sabemos que, nos anos 2000, eles suprimiram as evidências de uma série de surtos."

    Muitos no Turcomenistão têm medo de insinuar que o vírus já pode estar no país.

    "Um conhecido que trabalha em uma agência estatal me disse que eu não deveria dizer que o vírus está aqui ou que ouvi falar dele, caso contrário, posso ter problemas", disse à BBC um morador da capital Ashgabat, que pediu para permanecer anônimo.

    Em fevereiro, hospitais turcomenos tinham folhetos sobre o coronavírus, mas eles foram removidos BBC News Brasil

    Fronteiras fechadas

    As autoridades turcomenas estão, no entanto, trabalhando para combater um possível surto e discutindo um plano de ação com as agências da ONU no país.

    A coordenadora residente da ONU, Elena Panova, disse à BBC que esse plano incluía coordenação em nível nacional, comunicação de riscos, investigação de casos, diagnóstico de laboratório e outras medidas.

    Quando questionada sobre se a ONU confiava nos números oficiais que mostravam que o Turcomenistão não tinha casos confirmados, Panova evitou dar uma resposta direta.

    "Estamos confiando em informações oficiais porque é isso que todos os países estão fazendo", disse ela. "Não há questão de confiança, porque é assim que funciona."

    Panova disse que medidas antecipadas para restringir as viagens podem ter contribuído para a falta de casos confirmados.

    O Turcomenistão realmente fechou a maior parte de suas fronteiras há mais de um mês.

    Também cancelou voos para a China e alguns outros países no início de fevereiro e começou a desviar todos os voos internacionais da capital para Turkmenabat, no nordeste, onde foi criada uma zona de quarentena.

    No entanto, de acordo com vários moradores, algumas pessoas conseguiram subornar autoridades na zona e evitar duas semanas de isolamento em uma barraca.

    Panova disse que todos que chegam ao país e aqueles que apresentam sintomas estão sendo testados. No entanto, ela não conseguiu fornecer números exatos de quantos testes foram realizados por dia e de quantos kits de teste o Turquemenistão tinha no geral.

    "O que entendemos ao conversar com funcionários do governo é que eles têm testes suficientes."

    Mas quão preparado está o sistema de saúde para lidar com um surto de coronavírus?

    "Não sabemos", admitiu Panova. "Disseram-nos que eles têm um certo nível de preparação e não duvidamos disso... pois os hospitais aqui estão muito bem equipados."

    "No entanto, se houver um surto, haverá uma pressão enorme no sistema de saúde, como em qualquer outro país. Portanto, independentemente de quanto você preparou, geralmente é insuficiente. É por isso que já estamos conversando com eles sobre a aquisição de ventiladores. e também outros tipos de equipamento."

    Movimentações limitadas

    Existe algum grau de conscientização a respeito do surto entre os cidadãos. O movimento entre as cidades foi restrito e quem entra em Ashgabat precisa agora ter uma autorização médica.

    O presidente Berdymukhamedov é frequentemente visto pedalando ou fazendo outros esportes TURKMEN STATE TV

    Mercados e escritórios estão sendo fumigados com um preparado à base de ervas - o presidente Gurbanguly Berdymukhamedov disse que isso evitaria o vírus, apesar de não haver evidências.

    Mas, diferentemente da maior parte do mundo, a vida cotidiana no Turcomenistão continua normal.

    Cafés e restaurantes estão abertos. Multidões se reúnem para casamentos. Ninguém usa máscaras e eventos em massa estão seguindo adiante.

    Parece que o país está se negando a admitir que o coronavírus representa uma ameaça à população.

    O que explica isso?

    A pedalada do Dia Mundial da Saúde pode ser uma pista.

    O presidente Berdymukhamedov é a maior estrela e o foco principal do evento anual.

    A imagem ligada à saúde faz parte do seu culto à personalidade. A TV estatal o mostra regularmente levantando pesos na academia ou andando de bicicleta.

    Ele é o principal condutor das campanhas de "saúde e felicidade", nas quais funcionários do Estado vestindo uniformes idênticos fazem seus exercícios matinais.

    A principal mensagem de todos esses eventos é que a nação está saudável e, portanto, feliz, graças ao presidente.

    Berdymukhamedov proclamou sua presidência como a "era do poder e da felicidade". E um surto de covid-19 pode expor quão vazias são suas mensagens.

    É por esse motivo que o governo turcomeno pode tentar ocultar um surto, mesmo que seus cidadãos sejam infectados.

    E é isso que preocupa McKee, da London School of Hygiene and Tropical Medicine.

    "Vimos como a infecção pela covid-19 se moveu rapidamente da China para todas as partes do mundo. Nesta economia globalizada em que vivemos, todos os países são tão seguros quanto o país mais fraco do mundo", afirmou.

    "Mesmo que outros países consigam controlar a epidemia, existe o risco de propagação contínua de infecções daqueles países que falharam. Parece que o Turcomenistão pode muito bem ser outro exemplo."

    08/04/2020
     
     
    1
    Documento sem título
    Todos os Direitos Reservados Jorge Da Silva   Desenvolvido por Clandevelop