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» Trump tem postagem no Twitter sinalizada por 'glorificar violência' após sugerir que polícia pode atirar em manifestantes

WASHINGTON ? Horas após assinar um decreto executivo que o pôs em guerra aberta com as empresas de rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve mais uma postagem sinalizada pelo Twitter. Desta vez, a empresa disse que uma postagem na qual o líder americano dá a entender que a polícia poderia atirar nos manifestantes em Minneapolis, em Minnesota, "glorificava a violência".

Em uma postagem no início da madrugada, o presidente americano disse que os manifestantes eram "bandidos" e avisou ao governador de Minnesota que as Forças Armadas estavam ao seu lado e afirmou:

"Qualquer dificuldade e nós assumiremos o controle, mas quando os saques começarem, os tiros começam", disse o presidente.

A cidade vê, há três madrugadas, protestos contra o assassinato de George Floyd, um homem negro de 46 anos, por policiais, na segunda-feira. Um vídeo divulgado na terça-feira mostra Lloyd sendo sufocado, sob o joelho de um policial branco, por pelo menos 10 minutos. Além disso, outros três oficiais, ao lado, não fazem nada, mesmo com a vítima dizendo repetidas vezes que não consegue respirar.

O Twitter, rede na qual Trump é mais ativo, pôs um breve alerta antes da postagem do presidente, afirmando que ela "violava as regras sobre a glorificação da violência". Segundo a empresa de tecnologia, no entanto, foi determinado que é de interesse público que o comentário do presidente permaneça acessível. Até a manhã desta sexta-feira, o presidente ainda não havia comentado o assunto.

Imagem mostra aviso antes da postagem realizada pelo presidente Donald Trump no Twitter Reprodução / Twitter

Na prática, o algoritmo da rede limitará a repercussão da mensagem e internautas que tentarem respondê-la verão um segundo aviso que diz "nós tentamos prevenir que um tuíte como este, que viola as regras do Twitter, alcance mais pessoas, então desativamos a maior parte das formas de se engajar com ele". A medida foi tomada, segundo a empresa, dado "o contexto histórico" da mensagem, sua conexão com a violência e o risco de que possa inspirar ações similares".

Protestos em Minneapolis

O conteúdo da postagem do presidente ecoa comentários de Walter Headley, chefe de polícia da cidade de Miami nos anos 1960, que defendia o uso de armas para conter a violência nos bairros mais pobres da cidade. Ele também coincide com a reta final para as eleições presidenciais de novembro. Para ser reeleito, Trump depende umbilicalmente de seus apoiadores, majoriamente brancos. Previamente, o presidente havia descrito o vídeo que mostra Floyd sendo assassinado como "muito chocante" e "muito, muito triste", além de afirmar que havia pedido que o FBI investigasse formalmente o ocorrido.

Manifestantes tomam as ruas da cidade há três dias, sendo dispersados com gás lacrimogêneo e balas de borracha. Na madrugada de quinta para sexta, uma delegacia foi invadida, e ao menos outros outros cinco prédios na região, incendiados, além de veículos e objetos. Um jornalista de CNN foi preso enquando reportava o ocorrido.

Na quinta, o governador de Minnesota, Tim Walz, pediu a intervenção da Guarda Nacional e o presidente Donald Trump, no Twitter, disse que enviará as tropas para o estado e que assumirá o controle caso haja "qualquer dificuldade". Atos em repúdio ao assassinato de Lloyd foram registrados em ao menos outras cinco cidades, entre elas Nova York.

Checagem de informações

A sinalização na postagem de Trump sobre Minneapolis veio um dia após Trump assinar o decreto que busca limitar as proteções legais das redes sociais, alegando que as empresas de tecnologia são "como um monopólio". O ponto central do texto é a chamada Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, de 1996, uma espécie de escudo para as empresas contra ações legais pelo que é publicado por usuários em redes sociais e provedores de internet, e que faculta às companhias tirar do ar conteúdo que julguem ofensivo ou objetável.

A ação, cuja efetividade legal é questionada por especialistas, foi realizada dois dias após Trump ser alvo de uma ferramenta desenvolvida pelo Twitter para tentar conter as informações falsas na rede, uma checagem de fatos feita pela empresa e disponibilizada na própria postagem considerada incorreta. No caso, uma fala imprecisa do presidente sobre supostas intenções de fraude em iniciativas que promovem a votação por correio nas eleições presidenciais de novembro. Como esperado, Trump não reagiu bem. Ele afirmou que as redes sociais ?precisavam ser regulamentadas? e poderiam até mesmo ser fechadas.

Ao anunciar a medida, disse que "o que o Twitter escolhe para checar ou ignorar não passa de ativismo político e é inapropriado". O texto da ordem executiva menciona de forma explícita a marcação feita nos tuítes presidenciais:

"O Twitter agora decide, de forma seletiva, colocar um selo de alerta em algumas postagens, claramente refletindo seu viés político. Como reportado, o Twitter jamais colocou esse selo em postagens de outros políticos", diz a medida.

Trump é um usuário ávido de redes sociais, especialmente do Twitter, uma plataforma na qual tem 80 milhões de seguidores e que lhe serviu para ele anunciar demissões, medidas de governo e para atacar adversários políticos e funcionários. Por outro lado, há tempos ele reclama do que considera ser uma censura a contas de apoiadores, alguns deles propagadores notórios de notícias falsas e discurso de ódio. O próprio presidente foi acusado de racismo em diversas ocasiões, como quando vinculou a deputada democrata Ilhan Omar, muçulmana, aos atentados de 11 de setembro de 2001.

29/05/2020
 
 
» Polícia faz buscas na casa de Pezão em operação que apura fraude no Arco Metropolitano

RIO - O ex-governador do Rio Luiz Fernando Pezão é um dos alvos da Operação Cerco, deflagrada pela Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) na manhã desta sexta-feira, dia 29. A força-tarefa afirma ter encontrado indícios de lavagem de dinheiro em contratos do Arco Metropolitano. Além do ex-governador, mais quatro empresários investigados desde a Lava Jato, em 2018, também são os alvos.

Segundo informações do site "G1", Pezão tem contra si um dos 26 mandados de busca e apreensão. O ex-governador, solto desde dezembro do ano passado, estava depondo em casa, em Barra do Piraí, porque cumpre prisão domiciliar desde dezembro de 2019. A Vara Especializada de Combate ao Crime Organizado do Tribunal de Justiça do RJ emitiu ainda quatro mandados de prisão contra empresários.

Até o momento, foram presos César Augusto Craveiro e Alexandre Resende Barboza. A polícia procurava ainda por Sérgio Benincá e Luis Fernando Craveiro. Os irmãos Craveiro já tinham sido presos na Operação Boca de Lobo, de novembro de 2018 ? quando Pezão também foi preso ?, mas respondiam em liberdade.

A Justiça determinou também o bloqueio de R$ 241 milhões das empresas suspeitas.

29/05/2020
 
 
» Alcione: 'Você acha que é qualquer Covid que vai tirar minha alegria?'
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29/05/2020
 
 
» Hospitais de campanha do Rio agora não têm mais data para abrir

RIO - O Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) não tem qualidade técnica comprovada para montar e operar sete hospitais de campanha do governo estadual, num contrato emergencial originalmente orçado em R$ 836 milhões. A conclusão é do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que, na terça-feira, determinou a suspensão dos pagamentos à organização social. Ontem, o Iabas, que só entregou uma unidade, no Maracanã, informou que prestará esclarecimentos ao tribunal e alegou que, sem os repasses, poderá atrasar ainda mais as obras dos outros hospitais. O governo, por sua vez, afirmou que cumprirá a decisão.

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Em sua análise sobre o contrato emergencial, que tem duração prevista de seis meses, o conselheiro Christiano Lacerda destacou que serviços complexos encomendados pelo estado estão ?genericamente condensados em um item?. Ele chamou a atenção para alguns custos, como o de R$ 4,5 milhões mensais, para cada hospital, relativo à manutenção de tendas. Lacerda citou ainda os gastos de R $1 milhão em ?assessoria e consultoria? e de R$ 611 mil em ?limpeza predial e jardinagem?.

Diante da falta de detalhes sobre precificações, serviços e descrições técnicas das estruturas, o TCE deu 5 dias (contados a partir de ontem) para a Secretaria estadual de Saúde e o Iabas prestarem esclarecimentos, a fim de evitarem ?a permanência da possível situação ilegal relatada no processo?. O governo já repassou R$ 256,5 milhões à OS, que já deu várias justificativas para os atrasos nas obras dos hospitais, incluindo funcionários impossibilitados de trabalhar por terem contraído a Covid-19, entraves burocráticos e até tiroteios nas proximidades de um dos canteiros, em São Gonçalo.

Reabertura em 15 dias: Covid-19: Apesar de aumento nos casos, prefeitura do Rio planeja reabertura em seis fases

Os questionamentos são feitos após o ex-subsecretário de Saúde Gabriell Neves ? preso desde o dia 7 sob a acusação de liberar pagamentos para contratos superfaturados ? afirmar, em depoimento a promotores do estado, que seu antigo chefe estava ciente de todos os processos. Em entrevistas, Edmar Santos, que comandava a pasta, havia dito que não acompanhava a elaboração e o recebimento de propostas. O ex-secretário não foi localizado para dar entrevista.

Detalhamento é exigido

O contrato entre o governo e o Iabas foi orçado em R$ 836 milhões em abril. Estabelecia a abertura de 1.400 leitos em sete hospitais de campanha, número reduzido para 1.300. Assim, o valor caiu para R$ 770 milhões.

O Iabas, segundo o TCE, prevê custo mensal de R$ 19,8 milhões para cada unidade com 200 leitos. Do total, R$ 5,1 milhões são destinados a gastos com pessoal; R$ 2,1milhões para remédios e insumos, R$ 763 mil para ?material de consumo? e R$ 11,8 milhões para serviços terceirizados. Este último item chamou a atenção do TCE: Christiano Lacerda pediu detalhamentos de todas as contas, incluindo as de educação continuada (R$ 255mil), serviços assistenciais médicos (R$ 595 mil), locação de equipamentos (R$ 68 mil) e fretamento logístico terrestre e aéreo (R$ 498 mil).

Abertura em São Gonçalo é adiada pela quinta vez

Prometida para 30 de abril e mudada para outras quatro datas, a abertura do hospital de campanha de São Gonçalo foi adiada pela quinta vez. A última estava programada para ontem, e a justificativa para seu cancelamento é a necessidade de troca de piso. Segundo o Iabas, o mais novo problema teve início com uma visita do deputado estadual Filippe Poubel (PSL). Seguranças do parlamentar teriam pisado em piche e sujado o chão, criando risco de contaminação.

Até a noite de ontem não havia sido divulgada uma nova data para a inauguração da unidade, uma das seis sob a responsabilidade do Iabas que estão atrasadas. Em nota, a organização social informou que já iniciou ?a troca de parte do piso do hospital?. ?Diante dessa adversidade, o Iabas precisou utilizar os pisos que iriam para a unidade de Nova Iguaçu, que será finalizada com material comprado ontem à noite (quarta-feira), disponível no mercado com valor próximo ao dobro do preço?, diz um outro trecho do comunicado.

Questionada sobre nova previsão para a inauguração, a OS evitou fazê-la: ?Atualizaremos a imprensa tão logo tenhamos novas informações sobre São Gonçalo e Nova Iguaçu?.

Mesmo que os sapatos sujos de piche dos seguranças tenham atrapalhado a abertura do hospital de São Gonçalo, imagens registradas na noite de anteontem por um fotógrafo do GLOBO revelaram que ainha havia muito a ser feito. Operários trabalhavam apressadamente em vários pontos do entorno da unidade, inclusive abrindo um buraco para a instalação de uma tubulação de esgoto. Ao mesmo tempo, escavadeiras eram usadas numa rua de acesso completamente alagada.

29/05/2020
 
 
» Regras para distanciamento de funcionários e desinfecção de ambientes devem fazer parte da nova rotina da indústria
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29/05/2020
 
 
» Coronavírus: profissionais da cultura de Niterói reivindicam auxílio financeiro da prefeitura

NITERÓI ? Sem shows, peças e espetáculos, a classe artística é uma das mais afetadas pelo isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus. Para atenuar os impactos econômicos à categoria, tramita na Câmara Municipal um projeto de lei que garante um auxílio de R$ 500 aos trabalhadores locais da cultura e de R$ 1.500 para os pequenos coletivos e instituições culturais. Os benefícios seriam pagos por três meses.

? Quem vive de cultura, de repente, teve que cancelar turnês, produções e adiar espetáculos. O projeto visa a conceder o benefício não só aos artistas, mas a toda cadeia produtiva do setor, incluindo iluminadores, figurinistas e maquiadores ? disse o vereador Leonardo Giordano (PCdoB), autor do texto.

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O cantor e compositor niteroiense Pedro Ivo explica que, ao perceber que ficou de fora dos auxílios financeiros concedidos pela prefeitura, a classe decidiu criar a Frente Musical de Niterói, que solicitou a Fundação de Arte de Niterói (FAN) a sua inclusão nas categorias beneficiadas.

? A pandemia começou há mais de dois meses e, enquanto outras classes foram atendidas, ninguém lembrou dos trabalhadores da cultura que ficaram sem renda alguma. Por isso, elaboramos uma proposta e levamos até a FAN para que fossem realizados os trâmites legais para concessão do auxílio. Mas, se o Legislativo elaborou um projeto, vamos torcer para seja aprovado e sancionado logo ? diz o sambista.

A proposta, que visa a atender os profissionais e os coletivos cadastrados na Secretaria de Cultura que trabalham com teatro, circo, dança e música, ainda precisa ser aprovada em plenário para ser apreciada pelo prefeito Rodrigo Neves. Se o projeto for sancionado, a prefeitura deverá regulamentar a forma de concessão do benefício por meio do Conselho Municipal de Cultura. Não poderão receber o auxílio servidores públicos ? incluindo aposentados ? e seus pensionistas, pessoas que já exerçam outra atividade remunerada e os que já foi beneficiados por outro programa emergencial do município.

A prefeitura não se pronunciou sobre o caso até o fechamento desta edição.

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29/05/2020
 
 
» Sem parecer com orientações para educação na pandemia homologado, MEC deixa instituições à deriva

BRASÍLIA - Um mês após a aprovação do parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) com diretrizes para a área durante a pandemia, o Ministério da Educação (MEC) ainda não homologou o documento, provocando insegurança nas redes de ensino.

O texto aprovado pelo CNE em 28 de abril traça parâmetros para reorganização do ano letivo 2020 e sugere iniciativas a serem adotadas nos diferentes níveis de ensino, da educação infantil ao ensino superior, para mitigar os danos da suspensão de aulas.

O documento servirá como base para que conselhos estaduais e municipais também editem suas diretrizes para orientar escolas e universidades em todo o país a como lidar com a crise do novo coronavírus. O atraso na assinatura do texto tem gerado impasses na definição de calendários na educação básica e problemas na implementação de atividades práticas à distância no ensino superior.

Leia: ?Ou encontramos medicação para a Covid-19 ou não haverá retorno completo? em 2020, diz reitora da UFRJ

Segundo o secretário estadual de Pernambuco e vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Fred Amancio, embora as redes já estejam se organizando por conta própria, o fato de o MEC não homologar o texto pode atrapalhar a reorganização do calendário.

- Isso atrapalha e traz insegurança, porque esse parecer traz diretrizes importantes para começar a fazer planejamento de retomada da aulas, calendário escolar, é ele que vai nortear as resoluções que serão elaboradas por conselhos estaduais e municipais. No nosso estado o conselho já começou a desenhar seu parecer, mas claro que a homologação do documento do CNE traz do ponto de vista normativo algo diferenciado - afirmou.

Na sexta-feira haverá uma reunião do Comitê Operativo de Emergência do MEC e um dos temas é a reinvidicação de estados e municípios de que o MEC assine o texto produzido pelo CNE.

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- O parecer do Conselho Nacional é orientador, ter isso homologado dá consistência e um olhar mais nacional para a questão. A homologação traz segurança e a possibilidade de construção de ações nacionais, com caráter mais amplo - explica Luiz Miguel Martins Garcia, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

Impasse no ensino superior

O atraso na homologação do documento tem causado impasse entre o MEC e instituições de ensino superior no país. Isso porque o parecer do CNE recomenda a possibilidade de que práticas e estágios possam ser feitos à distância no período da pandemia, exceto no caso de cursos de saúde, mas o ministério tem notificado universidades que começam a adotar esse modelo.

A Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec), que representa universidades e escolas que reúnem cerca de 1,5 milhão de alunos, enviou um ofício ao MEC cobrando a homologação do parecer após ter suas instituições notificadas pela pasta.

"A Seres está ciente das dificuldades vivenciadas pelo setor educacional em decorrência da pandemia de Covid-19, contudo, entende que a experiência prática no mercado é fundamental para a formação do aluno. Por esse motivo, o estágio e as atividades práticas, mesmo no momento atual, não podem ser ofertados por meios e tecnologias de informação e comunicação e nem substituídos por aulas ou atividades teóricas", diz o e-mail de notificação, enviado nesta semana pela Secretaria de Regulação do Ensino Superior do MEC (Seres).

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Embora haja portaria que proíbe o uso de educação à distância em estágios, a homologação do parecer do CNE se sobreporia a ela, respaldando as instituições de ensino.

- Do ponto de vista jurídico as entidades estão todas esperando pelo parecer. Há uma lacuna que são as atividades que sempre foram proibidas de serem feitas à distância em circunstâncias normais, como estágio, mas o parecer do CNE permite. O calendário está correndo, e os alunos precisam cumprir seus créditos. O ministro não homologa o documento, e as entidades ficam sem saber o que fazer - afirma o advogado da Anec, Hugo Cysneiros.

O parecer do CNE foi aprovado no dia 28 de abril e teve voto inclusive de representantes do MEC, que têm cadeira no colegiado. Conselheiros do órgão defenderam a possibilidade de realizar estágios à distância tendo em vista que muitas carreiras, como da área do direito e da educação, continuam em atividade por meio do teletrabalho.

- O entendimento é que passa a valer a portaria do CNE quando ela for homologada. A gente esperava que fosse um processo mais rápido pela urgência que o tema tem. Por que não permitir que atividade à distância de estágio possa ser computada? Desde que não haja prejuízo pedagógico não vemos por que não computar esse tipo de atividade. A própria Secretaria de Ensino Superior do MEC na ocasião se manifestou a favor- afirmou Eduardo Deschamps, que foi um dos relatores do texto no CNE.

O GLOBO entrou em contato com o MEC para questionar sobre a homologação do parecer e a pasta informou apenas que ele será homologado "nos próximos dias".

29/05/2020
 
 
» Industriais nordestinos precisam de mais ajuda, aponta pesquisa

O Nordeste é a região onde as indústrias mais recorreram às medidas do governo para fazer frente à crise gerada pela Covid-19. É o que mostra pesquisa realizada pela CNI por meio do Instituto FSB Pesquisa, com 1.017 empresários de todas as regiões do Brasil.

Quatro de cada grupo de cinco executivos nordestinos já buscaram (71%) ou ainda pretendem buscar (11%) socorro no pacote de ações anunciados pelo governo para ajudar o setor produtivo a atravessar o momento atual.

A segunda região que mais se apoiou ou pretende se apoiar no estado é o Sul com 55% das empresas que já tomaram essa iniciativa e 12% que ainda pretendem tomar.

Apesar de 82% das indústrias do Nordeste terem recorrido ou ainda pretenderem recorrer às medidas do governo para fazer frente à crise gerada pela covid-19, a maioria dos executivos da região (61%) classifica as iniciativas do governo para ajudar as empresas como totalmente ou em parte insuficientes.

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    29/05/2020
     
     
    » Grávidas revelam suas angústias ao gerar novas vidas em meio à pandemia da Covid-19
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    29/05/2020
     
     
    » A desafiadora (e sobrecarregada) rotina das mães solo durante o isolamento domiciliar

    O dia de Iara Pereira, de 40 anos, inicia às 6 horas da manhã. Ela começa a organizar a casa para as aulas online das suas filhas Giulia e Ana Laura, de 10 e 5 anos. Enquanto a mais velha já consegue se virar sozinha, a mais nova precisa de sua ajuda para acompanhar as atividades. Às 10h, começa seu trabalho ? ela é secretária em uma rede de varejo e atualmente está em home office e em regime de redução de 25% da carga horária e remuneração. Às 12h, prepara o almoço ou esquenta a refeição da noite anterior. Ela e as meninas comem, Iara coloca as roupas para bater na máquina, lava a louça e volta ao trabalho.

    Iara vive na Parada Inglesa, zona norte de São Paulo, e também é mãe de Giovanna, de 21 anos, que está passando a quarentena na casa da irmã mais velha por parte de pai. A cada 15 dias, o pai das filhas mais novas as busca para passarem o fim de semana juntos. Antes da quarentena, a secretária contava com a colaboração do cunhado durante a semana, que buscava as meninas na escola e as deixava na casa da avó, onde almoçavam e passavam o resto da tarde.

    ? O maior desafio por ser mãe solo e não poder ter rede de apoio nesse momento é dar conta de tudo: aulas online, refeições, manter casa limpa e bem higienizada por causa do vírus. Precisamos pensar uma série de coisas que não fazíamos antes ? afirma.

    Coronavírus: isolamento domiciliar pode aumentar sobrecarga das mulheres

    Essa realidade é parecida com a de outras mães pelo Brasil. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018 o país tinha mais de 11,5 de milhões famílias formadas por mulheres que moravam sem cônjuge e com filhos menores de 14 anos. Durante o isolamento domiciliar, cuidar de todas as responsabilidades diárias têm sido um desafio ainda maior para elas.

    Iara afirma que o período tem a aproximado das filhas, já que agora passam 24 horas por dia juntas. Ela é administradora de um grupo de mães solo no Facebook, que tem mais de 7 mil participantes que compartilham os "desafios e aflições" de sua rotina. No momento, sua rede de apoio tem sido completamente online, por lá e pelo grupo de mães do colégio das crianças, no Whatsapp. Apesar de ser difícil, Iara tenta não se cobrar muito e aconselha que outras mães façam o mesmo.

    ? Quando nasce o filho nasce a culpa de uma mãe. Mas esse é um período para a gente tentar não se cobrar tanto, nem de nós, nem das crianças, porque vai ser uma fase muito marcada nas nossas vidas. Tento fazer ser mais leve ? diz.

    'Foi um turbilhão'

    Para Renata da Silva Moreira, de 37 anos, a maternidade solo começou durante a quarentena. A guarda municipal já era mãe do Cauã, de 15 anos, e quando a pandemia começou, estava grávida da Clara. Devido à gravidez, foi considerada grupo de risco e liberada do trabalho. Ela contou com o apoio do então companheiro e pai da bebê, e o parto ocorreu em abril.

    Menos de um mês depois, no entanto, decidiram se separar. Ele começou a trabalhar como motorista em um aplicativo de transporte e, por medo de colocar a si e aos filhos em risco de contrair o coronavírus, Renata preferiu evitar o contato. Desde então, vive apenas com os dois filhos, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro.

    O pai de Cauã é participativo em sua criação, mas como trabalha embarcado, também optaram por não se verem no momento devido aos riscos de contaminação. Atualmente, Renata conta apenas com a ajuda da mãe, que mora no mesmo quintal.

    ? Foi um turbilhão, tudo ao mesmo tempo ? conta ? Estou em um momento vulnerável para a mulher, em que a gente precisa ter um apoio emocional e na parte prática também. Tenho que fazer comida, organizar a casa, amamentar, não dormir. Está sendo bem difícil.

    Mulheres e crianças primeiro: coletivos criam mapeamento de mães em situação vulnerável durante crise do coronavírus

    "Muito complicada" é como Marcelle Salvador da Cruz, de 40 anos, define a fase atual. Ela é mãe de Gabriel, de 14 anos, e de Cassiano, de 9. Durante o isolamento, a rotina dos filhos tem se resumido a ficar no computador, o que muitas vezes gera disputas entre os dois. O mais velho também faz algumas atividades escolares pelo aplicativo, no celular. Mas o filho mais novo, diagnosticado com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), tem dificuldade em se concentrar nas tarefas usando o aparelho.

    ? Para ele é algo novo e muito difícil ? diz a mãe ? Ele não aguenta mais ficar em casa, pede para ir para a rua brincar, para visitar a madrinha, não entende a situação.

    Trabalhadora autônoma, Marcelle atua como corretora de planos de saúde e precisa de muita concentração quando tem que preencher contratos. Por isso, prefere fazer isso quando os filhos estão dormindo.

    Os pais de Gabriel e Cassiano não têm visto os filhos há bastante tempo, mesmo antes da pandemia, afirma Marcelle. Ela conta apenas com o apoio da mãe, que mora na casa ao lado, em Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro, e que toma conta dos netos quando a filha precisa sair de casa para alguma atividade essencial.

    ? Tem dia que penso que vou ficar doida, tem sido muito difícil ? desabafa.

    A estudante de pedagogia Tamires Souza de Azevedo Cruz, de 25 anos, mãe do Thomás, de 6, também diz ser um desafio conciliar todas as atividades. Tanto ela quanto o filho estão participando de aulas online, e o menino está na fase da alfabetização.

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    ? Considero essa uma das fases mais complicadas. Por mais que os professores tentem ajudar, eles não conseguem dar muito suporte. A professora me passa materiais pelo Whatsapp e eu tenho que explicar, ensinar, fazer praticamente tudo por conta própria. Acredito que ele não esteja se desenvolvendo tanto quanto estaria na escola, com alguém com experiência ? afirma.

    Eles moram com seus pais na Cidade de Deus, comunidade na zona oeste do Rio de Janeiro. Como sua mãe é idosa e faz parte do grupo de risco, a estudante passou a ser a responsável pelas compras da casa. Ela costuma contar com o apoio do pai da criança, que divide os cuidados. No entanto, como Thomás passou por um tratamento dermatológico durante o qual precisou ficar sem contato, está há algumas semanas sem vê-lo.

    'O trabalho triplicou'

    Para a jornalista Ellen Paes, que mora em Rio Comprido, no Rio de Janeiro, o trabalho triplicou durante a quarentena. Ela é editora-chefe do jornal "Em Pauta na Saúde", da Fundação Oswaldo Cruz, e está a maior parte do tempo em home office, mas ainda precisa ir até a Fiocruz duas vezes por semana, para preparar e apresentar o programa. Nesses dias, sua irmã toma conta de Valentina, sua filha de 9 anos.

    ? Não quero pagar ninguém para ficar com ela porque é caro e porque iria trazer para casa uma pessoa que não vou saber se está cumprindo a quarentena ou não? Como sou obrigada a não estar 100% isolada e trazer uma pessoa, está sendo minha irmã. Mas tomamos todos os cuidados, eu que busco e deixo ela de carro ? explica.

    Valentina está tendo aulas online, em um computador que divide com a mãe. Ellen afirma que não tem sido fácil tirar suas dúvidas ? sobre assuntos que muitas vezes não se recorda ? além de cuidar das outras demandas da filha. Ela conta que Valentina acaba ficando um pouco atrasada em alguns assuntos, mas tem procurado não se preocupar tanto com isso.

    ? Estamos em uma situação completamente nova, a maior crise sanitária pela qual já passamos. Acho que essas reflexões deveriam estar sendo feitas com as crianças, em vez de exigir produtividade em um momento em que todo mundo está sendo afetado. Temos que naturalizar a anormalidade ? defende.

    Os afazeres domésticos também contribuem para a sobrecarga da jornalista. Além de passarem mais tempo em casa, ela antes contava com uma diarista quinzenal. Para Ellen, o maior desafio tem sido passar por tudo isso de forma saudável, conseguir se cuidar e não esmorecer diante da crise de saúde e política, "que trouxe para a superfície uma série de iniquidades sociais."

    Se por um lado as tensões geradas pelo isolamento contribuem para o aumento de conflitos, por outro, passar mais tempo juntas tem feito que mãe e filha se aproximem:

    ? Uma coisa que pode ficar desse momento é o estreitamento do laço com minha filha, de se tornar abrigo e acolhimento. Acho que o mais interessante é que ocorre dos dois lados: em alguns momentos sou eu quem a apoio, em outros ela acaba me ajudando e cuidando de mim da mesma forma ? conclui.

    29/05/2020
     
     
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