Documento sem título
  Segurança Pública e Direitos Humanos
 
Documento sem título
Associação de Oficiais Militares
CESeC
Fórum Brasileiro de Segurança
Forum de Segurança Pública
Governo estadual
Guarda Municipal do Rio de Janeiro
IBCCRIM
Instituto de Advocacia Racial e Ambiental
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
ISP
LeMetro
NECVU
NUFEP / UFF
NUPEVI
Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro
Polícia Federal
Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro
Rede Nacional Direitos Humanos
Rio de Paz
SEAP
Viva Rio
 
 O Dia
Veja + 
 Globo On
Veja + 
Folha ONLINE
Veja + 
 
 
Documento sem título
 

Deprecated: Function split() is deprecated in /home/jorgedas/public_html/rss/magpie/rss_parse.inc on line 153
 
» Por que desenvolver uma vacina é tão complexo ? e nem sempre factível

Raras vezes ? se é que houve alguma ? na história da humanidade se falou tanto em vacina e se depositou tantas expectativas no desenvolvimento de uma delas.

Mas a história das pesquisas nessa área mostra que é preciso cautela. O mais comum é levar anos ou até décadas para criar um imunizante - ou mesmo nunca se conseguir.

Entre as dificuldades para desenvolver uma nova vacina estão vírus e bactérias que evoluem muito rapidamente, ou seja, sofrem mutações frequentes, até de uma geração para outra. Então, um imunizante que serve para uma delas não vai servir para a próxima; os micro-organismos ficam sempre na frente na corrida com os cientistas. Existem também aqueles mais complexos, como os protozoários, que podem ter várias fases de seu ciclo de vida dentro do hospedeiro, no caso o ser humano.

Há ainda os desafios econômicos e comerciais, relacionados principalmente às chamadas doenças negligenciadas. "Há dois obstáculos para desenvolver uma vacina, o cientifico, imposto pela biologia da doença ou patógenos, do qual não temos controle mas que pode ser vencido; e o outro, que é vergonhoso, a falta de investimento", diz Walter Beys da Silva, da Faculdade de Farmácia, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "Muitas doenças são negligenciadas, por inúmeras razões."

Muito disso tem a ver com o fato de que o desenvolvimento de um imunizante é processo demorado e caro. O pesquisador Luiz Carlos Dias, professor titular do Instituto de Química, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), explica que as candidatas a vacinas devem passar inicialmente pela fase pré-clínica em modelos de animais, como ratos, camundongos e macacos, para testar segurança e se produzem alguma resposta imunológica de defesa.

As três fases

Se aprovadas, passam por avaliação em testes clínicos em seres humanos, primeiro de fase 1, em pequeno grupo de voluntários saudáveis, no qual se avalia a segurança, se causa algum tipo de efeito colateral adverso e a imunogenicidade, ou seja, a capacidade de gerar imunização. Se bons resultados são obtidos, segue para estudo clínico de fase 2, com centenas de participantes, coletando informações sobre segurança, doses, horários, modos de administração e imunogenicidade.

Se aprovadas, seguem para a fase 3, num universo maior de pessoas, com milhares de indivíduos de vários países, "Esta etapa fornece resposta definitiva da eficácia, de proteção e segurança", explica Dias. "Se a vacina se mostra segura e eficiente, é aprovada e após registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pode ser produzida em larga escala no Brasil e distribuída para a população. Isso leva tempo, no entanto. A da caxumba, por exemplo, foi uma das mais rápidas desenvolvidas até hoje e demorou 4 anos."

De acordo com Silva, no rol das doenças negligenciadas estão, principalmente, as tropicais (zika, dengue, Chagas, chikungunya e malária, por exemplo), que acometem populações pobres, principalmente em países economicamente frágeis. "Se não tem retorno financeiro (mercado) a indústria não terá o apelo comercial para justificar o desenvolvimento e, neste caso, o investimento na pesquisa depende de recursos de países desenvolvidos (que tem outros focos), de instituições filantrópicas e dos países acometidos que não têm recursos, de fato, ou não têm interesse (incluo o Brasil aqui)", diz. "Ou seja, fica praticamente inviável."

Sem vacina contra a Aids

Quanto aos obstáculos biológicos, um exemplo muito ilustrativo é o caso da aids. Em abril de 1984, pouco depois do surgimento da doença, autoridades da área de saúde do Estados Unidos anunciaram que uma vacina para prevenir a disseminação do vírus HIV, o agente causador da enfermidade, estaria pronta dali a dois anos. Como se sabe, mais de 36 anos depois tal imunizante ainda não existe, apesar dos esforços de cientistas do mundo inteiro durante todo esse período.

Pesquisador Walter Beys Silva diz que investimento é barreira para pesquisadores Arquivo pessoal

Para o médico Paulo Sérgio Ramos de Araújo, professor adjunto de Doenças Infecciosas e Parasitarias, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), nas últimas três décadas, muito se avançou, mas talvez ainda se esteja distante de uma vacina que tenha efeito protetor contra o HIV.

"Esta dificuldade é multifatorial, mas se deve principalmente à complexidade deste vírus que possui uma grande capacidade adaptativa, de forma que alterações nas suas proteínas, codificadas por mutações genéticas, colocam obstáculo na obtenção de uma eficaz", explica, "Em contrapartida, todos os testes realizados até agora fizeram a ciência compreender vários mecanismos da vacinologia e que tem contribuído muito para a medicina."

Dias explica que as vacinas usam um antígeno (proteína), que é uma substância estranha ao corpo e que desencadeia uma resposta imunológica, que é a produção de anticorpos e/ou de células citotóxicas (que matam células infectadas). "No caso de vírus, nós precisamos de anticorpos chamados neutralizantes, que, como o nome diz, o neutralizam e o impedem de entrar nas células", diz.

Mas também é necessário uma resposta celular, produzindo células citotóxicas (linfócitos tipo TCD4 e TCD8), glóbulos brancos que organizam e comandam a resposta diante dos agressores. "São esses linfócitos TCD4 e TCD8 que memorizam, reconhecem e destroem os microrganismos estranhos que entram no corpo humano", informa. "Algumas pessoas têm poucos anticorpos neutralizantes circulantes, mas podem ter bastante células citotóxicas. São muito importantes esses dois tipos de resposta."

De acordo com Dias, a aids é uma doença grave, pois o HIV, seu vírus causador, ataca justamente os linfócitos TCD4, ligando-se a um componente da membrana dessa célula e penetrando no seu interior para se multiplicar. "O sistema imunológico do nosso organismo perde a capacidade de defesa e o corpo fica mais vulnerável a doenças", explica.

Pesquisador Sérgio Surugi de Siqueira diz que vacinas se diferenciam umas das outras Arquivo pessoal

O imunologista Sérgio Surugi de Siqueira, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), lembra de outro desafio: as vacinas são diferentes umas das outras.

"Então, quando se tenta desenvolver uma contra um patógeno específico, se encontra dificuldades completamente distintas.", diz. "De um modo geral, as dificuldades são, primeiro conhecer as características moleculares do micro-organismo contra o qual se pretende proteger, depois vem a produção de um antígeno vacinal (que é o que se introduz no organismo para gerar resposta imunológica), por fim temos que realizar testes para saber se o imunizante é seguro e eficaz (capaz de gerar proteção sem causar danos graves às pessoas). Todas estas etapas custam muito tempo e dinheiro."

Dengue, zika e chikungunya

A vacina contra a dengue, por exemplo, segundo ele, apresenta dificuldades relacionadas com a segurança. "Existem quatro variantes do vírus da doença e um imunizante seguro e eficaz contra ela deve proteger contra todas elas", diz. "Se por acaso, alguém responde a três dos tipos e entra em contato com o quarto na forma selvagem, existe um risco aumentado de que este indivíduo adquira a forma grave da doença, ou seja, ao invés de proteger, a vacina pode aumentar o dano. Mas isso já está sendo resolvido com as mais recentes."

Apesar desses obstáculos, já existe uma vacina licenciada para a dengue desde 2015, mas ainda não disponível no Programa Nacional de Imunizações (PNI). Além disso, há vários grupos de pesquisa tentando desenvolver novos imunizantes para a doença. "O Brasil vem tentando produzir uma desde 2009", conta Dias. "O Instituto Butantan está conduzindo estudos em Fase 3, com uma baseada em vírus atenuado e os resultados devem ser divulgados em 2021. A companhia japonesa Takeda e a americana Merck Sharp & Dohme (MSD) também vêm trabalhando para desenvolver alguma para a dengue."

No caso da zika e chikungunya, Siqueira diz que são doenças importantes, mas de incidência não tão grande no mundo, notadamente nos países mais desenvolvidos, onde estão os centros mais sofisticados de pesquisa e desenvolvimento de vacinas. "Por isso há um certo desinteresse em pesquisar e desenvolvê-las", explica. "De todos os modos, alguns desses imunizantes já estão em fase de desenvolvimento, inclusive aqui no Brasil e logo teremos a condição de nos proteger contra estas doenças também."

Malária

Nas lista das enfermidades para a quais é difícil criar uma vacina está com destaque a malária. "Além de ser uma doença tropical e, por isso, não despertar interesse comercial, tem também o desafio biológico como ponto forte", diz Silva. "Ela é causada por parasitas do gênero Plasmodium, que são protozoários com ciclo de vida complexo, além de ter maior complexidade estrutural e genética, se comparado a vírus e bactérias, e ainda temos entendimento limitado sobre a resposta imune gerada na infecção."

De acordo com Silva, a exposição prévia ao parasita, por exemplo, não garante imunidade, o que por si só já mostra a dificuldade de se induzir uma resposta imune eficiente, duradoura e preventiva, que é o objetivo de uma vacina. "Então, para organismos mais complexos, como o Plasmodium, é ainda mais desafiador o desenvolvimento de um imunizante, porque os alvos no agente causador da doença são maiores em número e complexidade", explica. "No caso da malária, o agente causador, por exemplo, apresenta fases diferentes do seu ciclo de vida no hospedeiro humano. Este patógeno, portanto, acaba mudando sua apresentação durante o progresso do processo parasitário. Isto tudo ajuda a explicar as dificuldades em se obter uma vacina eficiente para esta doença. Mas investimento e pesquisa podem ultrapassar esta barreiras."

De certa forma, pelo menos em parte já foram ultrapassadas. "O mundo vem investigando um imunizante para a malária há aproximadamente 30 anos", conta Dias. "Hoje temos a Mosquirix." Trata-se de uma vacina, desenvolvida pela GlaxoSmithKline (GSK), uma companhia farmacêutica multinacional britânica, que foi aprovada e já está sendo usada, desde 2019, para imunizar crianças de 5 a 17 meses, na África Subsaariana. "Sua eficácia é limitada [menos de 40%], mas podemos considerar como um grande avanço, já que levou quase três décadas para seu estudo, testes e registros", completa Paulo Sérgio Ramos de Araújo,

Apesar das dificuldades de desenvolver vacinas para algumas doenças, os pesquisadores dizem que para nenhuma delas isso é impossível. "Impossível é uma perspectiva de momento, não uma realidade", diz Siqueira. "O que não pode ser feito (ou não é prioridade) hoje, poderá ser amanhã. O desenvolvimento de imunizantes depende de pesquisas sofisticadas e muitos recursos."

O mecanismo geral de ação das vacinas é conhecido há muito tempo, no entanto, lembra ele. "Deste modo, tornar uma possível depende muito mais de uma concentração de esforços do que propriamente de uma dificuldade técnica", explica. "Obviamente que existem patógenos que por sua natureza, exigem uma estratégia de produção (aquilo que chamamos de plataforma) mais complexa, cara e demorada para ser obtida, contudo eu não diria que um determinado imunizante é impossível. Nunca."

Do satélite à vacina: entenda o significado do nome Sputnik para a RússiaO que se sabe sobre a vacina que a Rússia registrou contra coronavírus e por que desperta dúvidas

  • Pesquisa estima que 1,5 milhão de adultos já foram infectados em São Paulo

  • rel="external" href="https://epoca.globo.com/mundo/negacionista-diante-de-pandemia-ultimo-ditador-da-europa-pode-completar-tres-decadas-no-poder-24579456">Negacionista diante de pandemia, 'último ditador da Europa' pode completar tres décadas no poder
  • Explosão em posto de gasolina na Rússia deixa mais de 10 feridos; veja vídeo
  • Amputação, hemodiálise e infecções: médico ocm Covid-19 está há mais de 115 dias na UTI
  • Bebê com doença rara recebe dose de medicamento mais caro do mundo
  • 12/08/2020
     
     
    » CBF libera os quatro atletas do Atlético-GO que testaram positivo para Covid-19 para jogo contra Flamengo

    Quatro jogadores do Atlético-GO que testaram positivo para Covid-19 em exame realizado no domingo foram liberados para entrar em campo nesta quarta-feira contra o Flamengo, em Goiânia, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. A comissão médica da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) acatou um recurso solicitado pelo time goiano. Ainda nesta quarta-feira e após reunião, a CBF fará o comunicado oficial. Essa será mais uma mudança de regra da CBF em relação ao controle sanitário na competição. Atlético-GO e Flamengo se enfrentam nesta quarta, às 20h30.

    A informação dos quatro casos positivos veio a público por meio do secretário-geral da CBF, Walter Feldman, durante entrevista à Fox Sports. Segundo o clube, a divulgação foi precipitada uma vez que a entidade falou com os jornalistas antes mesmo de comunicá-lo.

    O Atlético-GO afirma que esses jogadores estão em reta final de contaminação, já cumpriram o protocolo de quarentena e que por isso não tem potencial de transmissão. Segundo o departamento médico do clube, eles ainda têm o coronavírus no organismo, mas são incapazes de infectar outras pessoas. Na versão do clube, eles têm resquício de infecções passadas, detectadas em exames periódicos feitos pelo clube. O quarteto está assintomático.

    O Atlético-GO se baseia em novos estudos da doença feito pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças, agência do serviço de saúde dos Estados Unidos, e que já foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OSM). Segundo as novas diretrizes, uma pessoa assintomática e com PCR positivo para Covid-19, em teste realizado há mais de dez dias, não tem potencial de transmissão do vírus mesmo que um PCR mais recente aponte positivo. Isso quer dizer que essa pessoa já poderia sair do isolamento social após os dez dias.

    As diretrizes de isolamento anteriores eram mais conservadoras. Quando a doença apareceu pela primeira vez na China, todos os pacientes com a doença, mesmo os casos leves, foram imediatamente afastadas de suas famílias por 14 dias e não recebiam alta até que tivessem dois testes de PCR negativos.

    12/08/2020
     
     
    » Idosos baleados ao entrar em comunidade de São Gonçalo por engano permanecem internados

    RIO - Os três idosos baleados nesta terça-feira, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, permanecem internados no Hospital estadual Alberto Torres, naquele município. De acordo com a Secretaria estadual de Saúde, Tânia Gomes Moeda, de 70 anos, João Carlos Gomes Moeda, de 67, e Henrique Antônio Espíndola Berretta, de 78, estão em estado estável.

    As vítimas tinham ido visitar parentes em São Gonçalo e erraram o caminho. Eles acabaram entrando por engano numa rua na comunidade do Jóquei. Traficantes abriram fogo. O carro em que os três estavam foi então atingido por vários tiros. Tania foi atingida no pescoço, Henrique, na coxa direita, e João Carlos ficou ferido no peito.

    Os três foram socorridos por policiais militares do 7º BPM (São Gonçalo). O caso foi registrado na 75ª DP (Rio do Ouro).

    12/08/2020
     
     
    » Neil Young chama Facebook de corrupto e barra acesso ao seu site pela rede

    Lenda viva do rock, Neil Young gastou US$ 20 mil para eliminar acessos aos arquivos do seu site através do Facebook e do Google. Em um comunicado, o músico canadense criticou a políticas do Facebook na veiculação de fake news sem checagem em meio à eleição presidencial americana e chamou a rede social de "corrupta".

    Coronavírus: Neil Young anuncia streaming de apresentações em casa, à beira da lareira

    ?O Facebook conscientemente permite que mentiras e inverdades em suas propagandas políticas circulem na plataforma, enquanto os bots semeiam discórdia entre os usuários?, disse Young. ?Semear dissidência e caos em nosso país por meio da desinformação política é algo que não podemos tolerar. Simplificando, o Facebook está ferrando nossa eleição.?

    'Lotta love'? Neil Young estaria casado com Daryl Hannah, a sereia de 'Splash'

    Young, porém, não explicou suas restrições ao Google no comunicado. Também não ficou claro por que os custos da remoção chegam a US$ 20 mil.

    Em quase 60 anos de carreira, o artista se notabilizou por seu engajamento político, desde a millitância contra a Guerra do Iraque a causas ambientais. Em outubro do ano passado, enfrentou atraso no seu pedido de cidadania americana por uso de maconha. No mês passado, o músico processou a campanha de reeleição de Donald Trump pelo uso não autorizado de suas composições.

    12/08/2020
     
     
    » No dia seguinte a debandada da equipe econômica, dólar tem alta e vale R$ 5,4251

    RIO - O dólar abriu em leve queda nesta quarta-feira, dia seguinte à saída de mais dois secretários do ministro da Economia Paulo Guedes, mas logo inverteu a curva. A moeda americana chegou a cair a R$ 5,40, mas às 9h15, opera em alta de 0,18%, a R$ 5,4251.

    Míriam Leitão: Debandada no Ministério da Economia é consequência

    O empresário e dono da Localiza Salim Mattar, à frente da secretaria de Desestatização, e o economista Paulo Uebel, que comendava a secretaria de Gestão e Governo Digital, pediram demissão após o fechamento do mercado.

    Na véspera, a moeda americana encerrou em baixa, cotado a R$ 5,41. Na máxima, chegou a R$ 5,46. Na terça-feira, o Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, fechou em queda de 1,23%, aos 102.174 pontos, com preocupações sobre a situação fiscal do país e seguindo oscilações no mercado externo. A Bolsa abre às 10h.

    Os dois secretários saíram depois de um ano e meio de dificuldades para implementar as medidas para as quais foram convidados a integrar o governo Jair Bolsonaro ainda na transição, em 2018: as privatizações e a reforma administrativa.

    Analitico:'Debandada' reflete congelamento de agenda de Guedes no governo Bolsonaro

    As saídas somam-se a mais três baixas recentes na equipe de Guedes e foi classificada pelo próprio ministro como debandada. Mansueto Almeida deixou o Tesouro Nacional, Caio Megale saiu da diretoria de programas da Secretaria Especial da Fazenda e Rubem Novaes anunciou que deixará a presidência do Banco do Brasil.

    12/08/2020
     
     
    » Coronavírus: A longa lista de possíveis sequelas da Covid-19

    Sete meses depois do surgimento da covid-19, mais de 18 milhões já foram infectados pelo novo coronavírus no mundo e cerca de 11 milhões de pacientes são considerados recuperados.

    De um lado, a comunidade científica ainda busca uma vacina contra o Sars-CoV-2. De outro, médicos tentam entender quais consequências de médio e longo prazo o vírus pode trazer para aqueles que já entraram em contato com ele.

    Uma série de estudos divulgados nos últimos meses e a observação clínica dos profissionais que estão na linha de frente indicam as possíveis sequelas que a doença pode deixar ? ainda que não seja possível dizer se elas são temporárias ou perenes.

    Já se sabe, por exemplo, que alguns sintomas podem persistir não apenas entre aqueles que tiveram casos mais graves da doença e que, além de danos nos pulmões, o Sars-CoV-2 pode afetar o coração, os rins, o intestino, o sistema vascular e até o cérebro.

    Respiração comprometida após a alta

    O pneumologista Gustavo Prado, do hospital Alemão Oswaldo Cruz, conta que tem recebido um volume expressivo de pacientes que tiveram quadros moderados de covid-19 e relatam, por exemplo, cansaço e falta de ar.

    Um dos primeiros estudos sobre a função pulmonar de pacientes que haviam acabado de receber alta na China indicava, em abril, que a redução da capacidade pulmonar era uma das principais consequências observadas mesmo entre aqueles que não chegaram a ficar em estado crítico.

    Publicado em abril no European Respiratory Journal, o trabalho ressaltava a ocorrência de fenômenos semelhantes em epidemias causadas por outros coronavírus, os da Sars e da Mers, em que as sequelas se estenderam por meses ou anos em alguns casos.

    Mais recentemente, um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) verificou que, entre 143 pacientes avaliados na Itália, apenas 12,6% haviam sido internados em uma UTI, mas 87,4% relatavam persistência de pelo menos um sintoma, entre eles fadiga e falta de ar, mais de dois meses depois de terem alta.

    "A gente tem visto mesmo uma latência para a recuperação plena dos pacientes que tiveram quadros moderados", afirma o pneumologista do Fleury João Salge.

    Muitos desses pacientes, ele conta, retornam às atividades do dia a dia, mas relatam cansaço e veem sua produtividade e qualidade de vida afetados.

    A eles, o médico tem recomendado que façam exercícios físicos, respeitando as limitações do momento, e que tentem pouco a pouco desafiar o organismo para recuperar o condicionamento.

    Mas ainda não se sabe por quanto tempo esses sintomas podem se estender.

    'Essa dicotomia entre 'morreu' e 'sobreviveu' é errada', diz Prado, chamando atenção para a necessidade de se discutir a reabilitação dos recuperados BRUNO KELLY/REUTERS

    Fibrose pulmonar

    Nos casos mais graves, é possível que haja sequelas permanentes, como a fibrose pulmonar, uma doença crônica caracterizada pela formação de cicatrizes no tecido pulmonar.

    "A cicatriz preenche o espaço, mas não tem a mesma elasticidade, as mesmas características do tecido original", explica Prado.

    Assim, o pulmão expande menos, ou com maior dificuldade, com uma consequente perda de eficiência nas trocas gasosas. Com a redução da capacidade respiratória vem a falta de ar e o cansaço frequentes.

    A fibrose pode ser causada pela inflamação intensa e generalizada que o organismo provoca para tentar expulsar o vírus do corpo. Nesse caso, ela é consequência do processo de reparação natural do tecido danificado.

    Mas também pode ser resultado do próprio tratamento, quando o paciente é intubado, por exemplo.

    "Apesar de necessária na síndrome respiratória grave, a ventilação não adequada pode impor estresse sobre tecidos pulmonares ? por uma distensão exagerada, pela manutenção de pressões altas no enchimento do pulmões ou pela oferta de oxigênio exagerada", exemplifica Prado.

    É a chamada lesão pulmonar induzida pela ventilação, ou VILI (acrônimo da expressão em inglês "ventilator-induced lung injury"), que pode evoluir para uma fibrose.

    Sequelas pulmonares também podem ser resultado de procedimentos como a ventilação mecânica LUIZA GONZALEZ/REUTERS

    Síndrome pós-UTI

    Longe de ser exclusividade da covid-19, esse tipo de lesão caracteriza diversas síndromes respiratórias mais graves.

    A particularidade, nesse caso, é o fato de que o intervalo de internação dos pacientes infectados pelo novo coronavírus costuma ser maior, o que aumenta a probabilidade de ocorrência desse tipo de sequela.

    "Eles ficam muito tempo intubados, traqueostomizados, em ECMO (sigla para "extracorporeal membrane oxygenation", ou oxigenação por membrana extracorporal, que consiste no uso de uma máquina que realiza a função do coração e pulmões e bombeia o sangue)", diz a pneumologista e pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo.

    O período prolongado no hospital também eleva as chances de outro problema que acomete aqueles afetados por infecções graves: a síndrome pós-UTI.

    Os sintomas vão desde perda de força muscular, alterações da sensibilidade e da força motora por disfunção dos nervos até depressão, ansiedade, alterações cognitivas, prejuízo de memória e da capacidade de raciocínio.

    Os casos graves de covid-19 são a minoria, cerca de 5% do total. Diante de uma pandemia de grandes proporções, entretanto, um percentual pequeno pode significar números absolutos elevados. Entre cerca de 11 milhões de recuperados, por exemplo, os 5% se tornam 550 mil.

    Nesse sentido, Prado, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, chama atenção para o fato que parte desse grande contingente vai precisar de acompanhamento médico por algum tempo, seja no SUS ou na saúde privada.

    "E boa parte dos pacientes ainda pertence à população economicamente ativa. A gente precisa desmistificar um pouco essa ideia de que é só o idoso com comorbidade", acrescenta.

    'Marco zero'

    Os pulmões são uma espécie de "marco zero" para o Sars-CoV-2. Uma vez que o vírus consegue atravessar nossa barreira imunológica e se instala no pulmão, ele segue fazendo estragos em outros órgãos.

    Um artigo publicado em abril na revista Science destacava que um possível sinalizador das regiões mais vulneráveis do corpo seria aquelas ricas em receptores chamados ECA2 (enzima conversora da angiotensina 2).

    Com a função de regular a pressão sanguínea, essas proteínas ficam na superfície da célula e são usadas como porta de entrada pelo vírus, que utiliza a estrutura celular para se reproduzir.

    Além dos pulmões (mais especificamente os alvéolos pulmonares), o ECA2 também é encontrado em órgãos como o coração, o intestino e os rins ? que têm sofrido lesões importantes em pacientes em estado mais grave.

    "Por isso dizemos que a covid-19 é uma doença sistêmica, e não apenas respiratória", diz Dalcolmo, da Fiocruz.

    Os cientistas ainda investigam se esses danos são causados diretamente pelo vírus ou por fatores indiretos ligados à doença.

    Uma possibilidade, por exemplo, é que a "tempestade inflamatória" que o sistema imunológico gera para tentar combater o vírus, inundando o organismo de citocinas, acabe lesionando esses órgãos. Parte também pode ser uma consequência da própria infecção.

    Rins e coração

    Independentemente da causa, os cientistas procuram entender quais desses efeitos têm consequências de curto, médio ou longo prazo.

    Um estudo recente ? com resultados preocupantes ? realizado na Alemanha apontou que, entre 100 pacientes recuperados, 78% apresentaram algum tipo de anomalia no coração mais de dois meses após a alta. Boa parte (67%) tivera uma forma branda da doença e sequer havia sido hospitalizada.

    No caso dos rins, as evidências mostram uma incidência elevada de falência entre os casos mais graves de covid-19.

    Um amplo estudo com dados de pacientes internados em Nova York entre 1 de março e 5 de abril revelou que, dentre 5.449, mais de um terço, 1.993, desenvolveram insuficiência renal aguda.

    Cérebro

    A ocorrência de uma série de sintomas neurológicos que vão de confusão mental e dificuldade cognitiva a delírio também tem sido documentada entre pacientes com covid-19.

    No Brasil, uma força-tarefa do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul (Inscer), vinculado à PUC-RS, investiga, entre outras frentes, quais sequelas podem ficar desses sintomas.

    O neurologista Jaderson Costa da Costa, que coordena o grupo, conta que, entre os casos mais graves atendidos pela equipe no Hospital São Lucas, em Porto Alegre, têm sido observadas convulsões, casos de síndrome de Guillain-Barré (que ataca o sistema nervoso e causa fraqueza muscular) e de encefalite, a inflamação do parênquima do encéfalo.

    Um estudo recente da University College London chamou atenção para um caso raro e grave de encefalite que tem acometido alguns pacientes com covid ? a encefalomielite aguda disseminada.

    Sistema vascular

    Outra complicação neurológica que os médicos têm observado em pacientes com casos graves é a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais (AVC).

    Por alguma razão que os cientistas ainda desconhecem, o Sars-CoV-2 aumenta a tendência de coagulação do sangue.

    Tanto que um fragmento de proteína usado no diagnóstico de trombose, o dímero-D, virou um marcador de gravidade para pacientes com covid.

    "Quando ele está alto, é um sinal de possível evolução para um quadro mais grave", diz o pneumologista do Fleury João Salge.

    A coagulação desenfreada pode levar a um tromboembolismo venoso ? o bloqueio de uma via sanguínea, que pode acabar causando AVC, embolia pulmonar ou a necrose de extremidades, levando à necessidade de amputação, o que também tem sido observado em pacientes com covid.

    "Essa dicotomia entre 'morreu' e 'sobreviveu' é errada", diz o pneumologista Gustavo Prado, chamando atenção para a necessidade de se discutir a reabilitação dos recuperados.

    Para ele, a ampla gama de possíveis sequelas deixadas pela covid-19 e a dimensão da população atingida deveriam transformar esse processo de recuperação em uma questão mais ampla, que envolvesse uma estratégia de saúde pública e assistência social e incluísse profissionais da saúde de diferentes frentes.

  • Do satélite à vacina: entenda o significado do nome Sputnik para a Rússia
  • O que se sabe sobre a vacina que a Rússia registrou contra coronavírus e por que desperta dúvidas
  • Pesquisa estima que 1,5 milhão de adultos já foram infectados em São Paulo
  • Negacionista diante de pandemia, 'último ditador da Europa' pode completar tres décadas no poder
  • Explosão em posto de gasolina na Rússia deixa mais de 10 feridos; veja vídeo
  • Amputação, hemodiálise e infecções: médico ocm Covid-19 está há mais de 115 dias na UTI
  • Bebê com doença rara recebe dose de medicamento mais caro do mundo
  • 12/08/2020
     
     
    » Harry e Meghan compram casa em Santa Barbara, perto de Opra Winfrey e Ellen Degeneres

    O príncipe Harry e Meghan Markle não estão mais em Los Angeles. Os dois compraram uma casa na pequena cidade vizinha de Santa Barbara, onde Oprah Winfrey e Ellen Degeneres têm imóveis, disse o "The New York Post".

    "Eles não são visitas na casa de Oprah ou de ninguém, compraram seu próprio espaço. É lá que eles querem continuar a vida depois de deixar o Reino Unido", disse uma fonte."Eles estão vivendo por lá calmamente desde julho. Essa é a primeira casa que eles têm de verdade. É um momento especial como casal e família, de ter completa privacidade desde que se mudaram. Querem fincar raízes nessa comunidade, que é bem privada. Querem dar a Archie uma vida mais normal possível".

    Leia mais: Jornal lista seis fatos bombásticos revelados em livro de Meghan Markle e do príncipe Harry

    Não se sabe quanto eles pagaram pela propriedade, apenas é de conhecimento de todos que, antes, estavam vivendo na mansão do empresário Tyler Perry, em Los Angeles, avaliada em US$ 18 milhões, com 12 quartos e oito banheiros.

    "Foi um favor num momento difícil, mas a casa não era o estilo do Harry", disse a fonte.

    Santa Barbara é uma das comunidades mais ricas dos Estados Unidos, com casas que valem até US$ 100 milhões. A de Oprah, por exemplo, é avaliada em US$ 90 milhões.

    12/08/2020
     
     
    » Colecionador de arte encomenda máscara de Covid de US$ 1,5 milhão

    "Arte, e não ostentação, é a razão por trás da máscara de coronavírus mais cara do mundo", dizem os joalheiros israelenses que estão fabricando o objeto de US$ 1,5 milhão para um cliente não identificado dos Estados Unidos. Feita em ouro de 18 quilates e cravejada com 3.600 diamantes pretos e brancos, a máscara será equipada com um filtro N99 para oferecer um alto nível de proteção, disse Isaac Levy, proprietário da marca de joias Yvel:

    ? Não acho que (o cliente) vá usar para ir ao supermercado, mas ele vai usar aqui e ali, tenho certeza.

    Ele descreveu o comprador como um colecionador de arte chinês que mora nos Estados Unidos:

    ? É um cliente nosso, muito charmoso, extrovertido, muito rico e que gosta de se destacar.

    A joalheria pretende entregar a encomenda pessoalmente quando estiver concluída, em outubro. A máscara, na qual uma equipe de cerca de 25 artesãos está trabalhando, pode ser vista como uma exibição vulgar de riqueza durante tempos econômicos difíceis, mas para Levy é acima de tudo uma obra de arte:

    ? Para muitas pessoas ao redor do mundo, pode ser a máscara mais cara do mundo e talvez seja uma coisa realmente grande. Para nós, é uma forma de proteger as posições das pessoas na fábrica para que possam sustentar suas famílias?.

    12/08/2020
     
     
    » 'Espero que no futuro as mulheres possam tomar posse do que é seu', diz a afrotransfeminista Giovanna Heliodoro
    Conteúdo exclusivo para assinantes, acesse no site do globo.
    12/08/2020
     
     
    » Terremoto bumerangue: o enigmático fenômeno detectado no fundo do mar que dá pistas sobre como seria na Terra

    Um grupo de cientistas detectou um fenômeno poderoso e incomum nas profundezas do oceano.

    Este é um tipo raro de terremoto em que o movimento de ruptura se estende ao longo do fundo do oceano, mas depois gira na direção do ponto de ruptura e retorna em maior velocidade.

    É por isso que os autores da descoberta o chamam de "terremoto bumerangue".

    Como ocorreu esse terremoto bumerangue em particular e que lições ele deixa sobre a destruição que poderia causar se ocorresse na superfície da Terra?

    Ida e volta

    Terremotos ocorrem quando duas placas tectônicas colidem ou se atritam em uma falha e causam uma ruptura no solo. Em terremotos maiores, essa ruptura se estende ao longo da falha.

    A força, a duração e a extensão dessa ruptura é o que determina o tremor que fica na superfície, e que pode causar estragos nas cidades, ou a formação de tsunamis, se a ruptura ocorrer no fundo do mar.

    Para entender melhor como funcionam os terremotos subaquáticos, pesquisadores da Universidade de Southampton e da Universidade Imperial College London, ambas no Reino Unido, usaram uma rede de sismógrafos instalada na zona de fratura Romanche.

    Essa área está localizada no Oceano Atlântico, próxima à zona equatorial, e se estende por 900 km, a meio caminho entre as costas do Brasil e da Libéria, onde as placas da América do Sul e da África se encontram.

    Em 2016, esses sismógrafos detectaram um terremoto de magnitude 7,1 ao longo da fratura Romanche e rastrearam a ruptura ao longo da falha.

    Dessa forma, eles observaram que a fratura viajava em uma direção, mas depois "girava" e seguia o mesmo caminho, mas na direção oposta.

    Graças aos modelos teóricos, os geólogos já sabiam que esse tipo de ruptura de ida e volta era possível, mas na realidade é algo sobre o qual eles não tinham tanta clareza.

    Em sua pesquisa, os autores sugerem que o efeito bumerangue pode estar relacionado a uma primeira fase de ruptura que foi "crucial" para causar uma segunda fase de deslizamento rápido.

    "Nosso estudo oferece algumas das evidências mais claras para este mecanismo enigmático ocorrendo em uma falha real", diz Stephen Hicks, pesquisador do Departamento de Ciências da Terra do Imperial College London e principal autor do estudo, em um comunicado.

    "Embora a estrutura da falha pareça simples, a forma como o terremoto cresceu não foi, e isso foi o oposto de como esperávamos que o terremoto fosse antes de começarmos a analisar os dados", acrescenta Hicks.

    Lições

    Hicks e sua equipe dizem que terremotos bumerangues podem ocorrer na superfície da Terra, o que pode "afetar drasticamente a quantidade de tremor que causa" .

    Portanto, estudar terremotos bumerangues em mais detalhes pode ser útil para melhorar as previsões do impacto que o terremoto pode causar.

    Muito pouco se sabe sobre este tipo de sismo, razão pela qual até agora não foram levados em consideração na análise dos riscos ou ameaças que podem representar.

    "Entender os terremotos bumerangues pode ser útil para a construção de infraestruturas críticas, como hospitais ou usinas nucleares, e para o desenho de planos de evacuação" , diz o geólogo Daniel Melnick, pesquisador do Instituto de Ciências da Terra do Universidade Austral do Chile, que não participou da pesquisa.

    O geólogo se pergunta, por exemplo, o que aconteceria se depois de um terremoto bumerangue fosse ordenada a evacuação das pessoas e, enquanto elas estivessem do lado de fora, o terremoto voltasse.

    Melnick acrescenta que seria útil analisar o modelo de um terremoto bumerangue em uma falha como a falha de San Andreas, na Califórnia, onde se estima que um grande terremoto poderia causar muitos danos e onde há infraestrutura crítica construída perto da falha.

  • Do satélite à vacina: entenda o significado do nome Sputnik para a Rússia
  • O que se sabe sobre a vacina que a Rússia registrou contra coronavírus e por que desperta dúvidas
  • Pesquisa estima que 1,5 milhão de adultos já foram infectados em São Paulo
  • Negacionista diante de pandemia, 'último ditador da Europa' pode completar tres décadas no poder
  • Explosão em posto de gasolina na Rússia deixa mais de 10 feridos; veja vídeo
  • Amputação, hemodiálise e infecções: médico ocm Covid-19 está há mais de 115 dias na UTI
  • Bebê com doença rara recebe dose de medicamento mais caro do mundo
  • 12/08/2020
     
     
    1
    Documento sem título
    Todos os Direitos Reservados Jorge Da Silva   Desenvolvido por Clandevelop