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» Aos 41 anos, Buffon volta a jogar pela Juventus e iguala recorde

Depois de 490 dias, o goleiro Buffon voltou a jogar pela Juventus, na vitória sobre o Hellas Verona, em Turim, por 2 a 1. De quebra, o jogador igualou recorde do defensor Paolo Maldini. Ambos jogaram 902 vezes por clubes e são os italianos com mais partidas na carreira.

Por coincidência, o último jogo de Buffon com a camisa da Juventus havia sido contra o mesmo adversário. Na última temporada, o goleiro atuou pelo PSG antes de decidir retornar à antiga casa.

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Buffon também está bem próximo a superar outro recorde de Maldini, que jogou 647 vezes na Série A da Itália. O goleiro já atuou em 641 partidas.

Aos 41 anos, Buffon foi peça fundamental para a vitória da Velha Senhora. Ele defendeu chute de Zaccagni, falta de Miguel Veloso e tentativa de Lazovic. Nessa última chance, Miguel Veloso ainda chutou na trave após rebote do goleiro.

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Sem vários titulares, como o goleiro Szcz?sny, além de Bernardeschi, Emre Can, De Ligt, Higuaín e Pjanic, que começaram no banco, a Juventus sofreu. Miguel Veloso abriu o marcador aos 20 minutos do primeiro tempo. Mas a equipe da casa virou com Ramsey e Cristiano Ronaldo, cobrando pênalti.

21/09/2019
 
 
» Polícia vai fazer reconstituição do assassinato de Agatha Felix, no Complexo do Alemão

RIO - A Divisão de Homicídios da Polícia Civil vai realizar uma reprodução simulada do assassinato da pequena Agatha Felix, de 8 anos, morta nesta sexta à noite no Complexo do Alemão. Segundo moradores e familiares da vítima, o tiro partiu de uma policial militar, que mirou um motociclista próximo, que não havia atendido a uma ordem para parar. A criança estava numa kombi, no Largo do Birosca, área do Alemão, enquanto voltava para casa junto com a mãe.

A polícia ouviu alguns parentes no Instituto Médico Legal (IML) e vai marcar a reconstituição durante a semana. A intenção é que a família e testemunhas estejam presentes na simulação. A Polícia Civil pede que testemunhas oculares do crime procurem a delegacia, para ajudar com esclarecimentos e informações.

VEJA:Para Witzel, criminosos que 'atiram' contra a população 'não merecem viver'

Um dos tios de Agatha, Elias Cesar, presente no IML, disse que policiais disseram aos familiares no local que não foi encontrado projétil no corpo da criança. Mas, segundo ele, Agatha teria dado entrada no Hospital Getúlio Vargas com uma bala alojada no corpo. Procurada, a Secretaria estadual de Saúde ainda não comentou essa informação.

Cesar também rebateu a informação da Polícia Militar, de que teria ocorrido troca de tiros no momento em que Agatha foi alvejada.

? A ação da PM se deu porque os policiais haviam mandado um motociclista parar, mas ele não atendeu à ordem. A kombi estava no Largo do Birosca (na Fazendinha) e os policiais atiraram na moto. É mentira que teve tiroteio , foi um tiro só. Nenhum PM foi atacado ? garante o tio, apontando a presença de, pelo menos, cinco militares.

LEIA:Mortes pela polícia sobem no Estado do Rio, revela ISP

Agatha será enterrrada provavelmente neste domingo, no Cemitério de Inhaúma. Ainda não há maiores informações.

Manifestação reúne moradores no Alemão

Na manhã deste sábado, dezenas de moradores e ativistas sociais fazem uma manifestação pacífica pelas ruas do Complexo do Alemão. Carregando faixas e cartazes, eles pedem pelo fim das mortes de crianças e jovens em comunidades do Rio. Com a ajuda de um carro de som, os manifestantes também pedem a presença do governador Wilson Witzel. Além disso, citam os nomes de moradores mortos em ações policiais seguidos pelo termo "presente", grito que ganhou destaque após a morte da vereadora Marielle Franco.

? Em todas as comunidades se perdem vidas inocentes por essa política montada pelo governo do Estado. O Complexo do Alemão está presente, sim! Não queremos que a Agatha venha a ser apenas mais uma foto estampada. Vamos lutar pelos nossos direitos dentro da comunidade, onde vários inocentes são atingidos por 'balas achadas' todos os dias ? afirma um manifestante sem se identificar.

21/09/2019
 
 
» Família de menina baleada no Complexo do Alemão nega confronto entre PM e traficantes

RIO - Familiares da pequena Agatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, baleada na noite desta sexta-feira no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, negam a informação dada pela Polícia Militar de que, na hora do disparo que acertou a criança, equipes policiais da UPP Fazendinha foram atacadas de várias localidades de forma simultânea. Elias César, tio da criança, rebate a troca de tiros e afirma que houve apenas um disparo, o que atingiu Agatha pelas costas.

? A ação da PM se deu porque os policiais haviam mandado um motociclista parar, mas ele não atendeu à ordem. A kombi estava no Largo do Birosca (na Fazendinha) e os policiais atiraram na moto. É mentira que teve tiroteio , foi um tiro só. Nenhum PM foi atacado ? garante o tio, apontando a presença de, pelo menos, cinco militares.

LEIA:Mortes pela polícia sobem no Estado do Rio, revela ISP

A nota enviada pela corporação destaca que, na esquina da Rua Antônio Austragésilo com a Rua Nossa Senhora, equipes foram atacadas e os policiais revidaram à agressão. "Os policias foram informados por populares que um morador teria sido ferido na localidade conhecida como 'Estofador'. Uma equipe da UPP se deslocou até o Hospital Getúlio Vargas e confirmou a entrada de uma criança de 8 anos ferida por disparo de arma de fogo", diz a nota.

Ainda segundo a PM, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) irá abrir um procedimento apuratório para verificar as circunstâncias.

Na manhã deste sábado, parentes e amigos foram até o Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio, para a liberação do corpo. Ainda não há informações sobre o local e o horário do velório e sepultamento da menina. Segundo a família, os pais estão passando mal, ainda em estado de choque, e não tiveram condições de comparecer ao IML.

Segundo Elias César, uma mulher esteve no instituto e se apresentou como funcionária do governo estadual, oferecendo ajuda para custos de funeral. Porém, a família não aceitou a ajuda e recusou o contato.

Defensoria Pública: confronto se mostra ineficaz

A Defensoria Pública do Rio emitiu uma nota de solidariedade: "A defesa do direito à vida é um dos princípios basilares da nossa instituição. Por esta razão, acreditamos em uma política de segurança cidadã, que respeite os moradores das favelas e de qualquer outro lugar. A opção pelo confronto tem se mostrado ineficaz: a despeito do número recorde de 1.249 mortos em ações envolvendo agentes do estado apenas este ano, a sensação de insegurança permanece. No caso das favelas, ela se agrava", diz o texto, que lembra também a morte do policial Leonardo Oliveira dos Santos, atingido em Niterói.

A nota reforça ainda que, "se coloca à disposição dos familiares de Ágatha ? e de todo cidadão fluminense" ? para auxiílio jurídico.

VEJA:Para Witzel, criminosos que 'atiram' contra a população 'não merecem viver'

Manifestação reúne moradores no Alemão

Na manhã deste sábado, dezenas de moradores e ativistas sociais fazem uma manifestação pacífica pelas ruas do Complexo do Alemão. Carregando faixas e cartazes, eles pedem pelo fim das mortes de crianças e jovens em comunidades do Rio. Com a ajuda de um carro de som, os manifestantes também pedem a presença do governador Wilson Witzel. Além disso, citam os nomes de moradores mortos em ações policiais seguidos pelo termo "presente", grito que ganhou destaque após a morte da vereadora Marielle Franco.

? Em todas as comunidades se perdem vidas inocentes por essa política montada pelo governo do Estado. O Complexo do Alemão está presente, sim! Não queremos que a Agatha venha a ser apenas mais uma foto estampada. Vamos lutar pelos nossos direitos dentro da comunidade, onde vários inocentes são atingidos por 'balas achadas' todos os dias ? afirma um manifestante sem se identificar.

Nas janelas e varandas da Avenida Itararé, onde a manifestação ocorre, moradores agitam panos brancos como sinal de paz. Mototaxistas também acompanham o grupo. O coletivo Mães de Manguinhos também participa do ato para apoiar a família de Agatha.

? Nós estamos cansados desses caveirões aéreos, desses caveirões terrestres. Basta do sangue do povo negro derramado na favela. Viemos aqui para lutar por essas vidas, crianças que vocês estão levando. Nos deixem viver em paz, sem essa falácia da guerra contra as drogas. Chega, são os nossos jovens que estão morrendo ? afirma uma das mães do coletivo durante a caminhada pacífica.

21/09/2019
 
 
» Procurador-geral interino começa a revogar nomeações feitas por Dodge

BRASÍLIA - O procurador-geral da República interino, Alcides Martins, começou a revogar as nomeações feitas por sua antecessora Raquel Dodge nos últimos dias de sua gestão. As equipes de Alcides e de Augusto Aras, indicado para exercer o cargo de PGR pelo presidente Jair Bolsonaro, estão fazendo um pente-fino nas nomeações feitas por Dodge para desfazê-las.

Alcides já assinou uma portaria para revogar a nomeação do novo diretor-geral adjunto da Escola Superior do Ministério Público da União, o procurador do Trabalho Carlos Eduardo Carvalho Brisolla. Essa revogação deve ser publicada no Diário Oficial desta segunda-feira. Dodge havia publicado a nomeação de Brisolla no último dia 16, com prazo vigente até fevereiro do próximo ano ?ou seja, para que ele exercesse o cargo durante o mandato do próximo PGR.

PGR: interino anuncia retorno de procuradores da Lava-Jato que pediram demissão coletiva

A portaria de revogação da nomeação de Brisolla é a primeira de uma série de revogações preparadas pela equipe de Alcides e que devem ser oficializadas nos próximos dias.

Como revelou a colunista Bela Megale, outro nome que está na mira é o da procuradora Cristina Nascimento, nomeada por Dodge para atuar, por um ano, como auxiliar na presidência do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), cargo que será ocupada justamente por Aras. Ou seja: Dodge nomeou uma assessora de Aras para trabalhar com ele durante um ano. Essa nomeação provocou mal-estar na equipe do novo PGR.

Segundo cálculos das equipes de Aras e Alcides, cerca de 800 portarias assinadas por Raquel Dodge estão em análise, incluindo nomeações de procuradores das áreas de direitos dos cidadãos. No entanto, nem todas se referem a nomeações. A avaliação dos grupos é que as medidas da antecessora engessam a gestão dos futuros PGRs.

21/09/2019
 
 
» As perguntas que a polícia quer responder na reconstituição da morte do marido de Flordelis

Está marcada para começar às 21h deste sábado a reconstituição da morte do pastor Anderson do Carmo, marido da deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD). A reprodução dos fatos será realizada pela Polícia Civil na casa da família, em Pendotiba, Niterói, onde o crime ocorreu. De acordo com o advogado de Flordelis, Fabiano Migueis, a parlamentar vai participar da reconstituição. Além dela, filhos, netos e uma nora da pastora também foram intimados. Todos que estavam na casa no momento do crime vão participar da reprodução simulada. O objetivo é remontar o que aconteceu na residência no momento do crime e esclarecer eventuais contradições.

Após reconstituição, Flordelis terá que explicar ao Conselho Tutelar adoção irregular

Os dois filhos de Flordelis que são réus pela morte do pastor e estão presos também estarão presentes. Lucas Cézar dos Santos e Flávio dos Santos Rodrigues foram levados nessa sexta-feira para a DH de Niterói. Ambos dormiram na carceragem da delegacia. A DH decidiu fazer a reconstituição na segunda fase das investigações da morte do pastor, que teve início após o indiciamento de Lucas e Flávio. O objetivo é apurar se outras pessoas têm envolvimento no crime.

Primeira criança abrigada por Flordelis nunca foi adotada e tem registro irregular

O trabalho da polícia deve se estender pela madrugada de domingo. Os dois filhos de Flordelis só vão retornar para a cadeia no início da tarde de domingo. Eles estão presos na mesma cela no presídio Bandeira Stampa, conhecido como Bangu 9, no Complexo de Gerícinó, na Zona Oeste do Rio. O transporte dos presos ficou a cargo de agentes da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Rio.

Na última terça-feira, a pedido da DH, a Justiça autorizou que Flávio e Lucas participem da reconstituição.Os advogados de Flávio já comunicaram à polícia que o cliente não deseja participar da reconstituição. Ainda assim, ele poderá acompanhar o trabalho da polícia. Já a defesa de Lucas informou aos policiais que ele vai participar. No entanto, de acordo com as investigações da DH, no momento do crime o rapaz não estava na casa da família.

Flávio confessou à polícia que atirou seis vezes em Anderson, que era seu padrasto. Ele é filho biológico apenas de Flordelis. Laudo do Instituto Médico Legal, no entanto, revelou que a vítima tinha 30 marcas de disparos pelo corpo. Já Lucas é acusado de ter ajudado o irmão, filho adotivo também de Anderson, a comprar a arma do crime.

Duas horas antes da reconstituição, às 19h, está marcada uma ?Mini vigília? no Ministério Flordelis, igreja fundada por Flordelis e Anderson. De acordo com a assessoria de imprensa da parlamentar, ela avaliará se irá ao evento após o término da reconstituição, na madrugada de domingo.

Veja abaixo algumas perguntas que a polícia quer responder com a reconstituição

1. Quantas pessoas atiraram na vítima?

Flávio confessou, em depoimento à DH, que atirou seis vezes no pastor, que era seu padrasto. Laudo do Instituto Médico Legal (IML), no entanto, atestou que Anderson tinha mais de 30 perfurações pelo corpo. A polícia quer saber se outras pessoas atiraram na vítima.

2 - Havia outras pessoas na cena do crime?

Em depoimento, Daniel dos Santos de Souza, filho de Flordelis e Anderson, afirmou ter visto o vulto de três pessoas na garagem da casa, local onde o pastor foi morto. A DH ainda tem dúvidas se havia outras pessoas na cena do crime.

3 - Quantas armas foram usadas no assassinato?

A DH já sabe que a pistola apreendida em um armário no quarto de Flávio foi usada no crime. Laudo de confronto balístico confirmou essa informação. Os policiais querem saber se outra arma foi utilizada.

4 - Houve omissão no socorro ao pastor?

Ramon, um dos netos de Flordelis, se negou a prestar os procedimentos de primeiros socorros após o pastor ter sido baleado. Em depoimento, ele disse que Anderson já estava morto. No entanto, o relato de uma das filhas da deputada, Gabriela, contradiz Ramon. Ela diz que logo depois de o pastor ter sido atingido pelos disparos, verificou antes da ligação feita ao Corpo de Bombeiros, que a vítima ainda estava viva.

21/09/2019
 
 
» Relembre os casos de crianças mortas por bala perdida no Rio este ano

RIO - Agatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, que morreu na madrugada deste sábado após ser atingida nas costas por um tiro de fuzil, no Complexo do Alemão, não foi a única a única criança a perder a vida por bala perdida este ano no Rio de Janeiro. Cinco crianças morreram dessa forma somente em 2019, de acordo com levantamento da ONG Rio de Paz. O mapeamento revela também que 57 crianças se tornaram vítimas da violência urbana ? o que, além de bala perdida, inclui casos de assalto, por exemplo ? no estado desde 2007, quando o monitoramento passou a ser feito.

LEIA:Mortes pela polícia sobem no Estado do Rio, revela ISP

O caso mais recente ocorreu neste sábado no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. Agatha Félix, de 8 anos, foi atingida nas costas por um tiro de fuzil, na noite desta sexta-feira, na comunidade da Fazendinha. Ela estava dentro de uma Kombi no momento em que foi baleada. Ela foi a segunda vítima neste mês. Familiares da menina negam a informação dada pela Polícia Militar de que, na hora do disparo que acertou a criança, equipes policiais da UPP Fazendinha foram atacadas de várias localidades de forma simultânea. Elias César, tio da criança, rebate a troca de tiros e afirma que houve apenas um disparo, o que atingiu Agatha pelas costas.

Kauê Ribeiro dos Santos, de 12 anos, morreu ao ser atingido por um disparo no Complexo do Chapadão Reprodução

No dia 7 de setembro, um garoto de 12 anos morreu ao ser baleado por um disparo no Complexo do Chapadão, também na Zona Norte. Kauê Ribeiro dos Santos foi atingido na cabeça, na Estrada do Camboatá. Houve novamente um confronto entre as informações oficiais e de parentes. Na ocasião, a Polícia Militar disse que a criança era um suspeito que teria entrado em confronto com militares. A família contestou essa versão.

VEJA:Para Witzel, criminosos que 'atiram' contra a população 'não merecem viver'

Pequeno Kauã, de apenas 11 anos, foi baleado em Bangu quando andava de bicicleta, segundo parentes Reprodução

Em maio deste ano, Kauã Rozário, de 11 anos, foi atingido por um tiro durante confronto entre policiais militares e traficantes em Bangu, na Zona Oeste. O menino ficou internado durante uma semana no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiu aos ferimentos e teve morte encefálica. Apesar do desejo de parentes, os órgão de Kuan não puderam ser doados devido a gravidade dos ferimentos.

Kauan, de 12 anos, foi morto na noite de sábado quando saiu de casa para comprar comida Facebook / Reprodução

Além dele, outros dois casos ocorreram no início do ano. No dia 16 de março, Kauan Peixoto, de 12 anos, morreu após ser baleado durante uma operação da Polícia Militar na comunidade da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense. Segundo relatos da família, o adolescente tinha saído de casa para comprar um lanche. Kauan foi levado ao Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas não resistiu aos ferimentos.

Jenifer Silene Gomes tinha 11 anos Reprodução

Já Jenifer Cilene Gomes, de 11 anos, foi atingida numa troca de tiros no bairro de Triagem, Zona Norte do Rio, e foi socorrida por moradores da região. Ela chegou a ser levada para o Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu e morreu antes de dar entrada na unidade.

Rio de Paz: ?A sociedade precisa dar um basta"

Em nota divulgada à imprensa, a ONG Rio de Paz afirma que a contagem de vítimas de balas perdidas no Rio, "resultante da política de confronto do governo estadual", não dá trégua. "Essas mortes não podem ser tratadas como mero efeito colateral do combate ao crime. A sociedade precisa dar um basta a essa carnificina. O combate ao crime depende de um conjunto de ações e não do confronto armado sem qualquer critério", diz o texto, assinado pelo presidente da instituição, Antônio Carlos Costa.

A nota destaca ainda que "o uso da força pelo estado depende também de uma política pública de policiamento que contemple principalmente os cidadãos de bem, com o emprego de mais operações de inteligência do que operações de guerra não convencional. Outro aspecto negativo dessa política de confronto é o esvaziamento econômico do Rio, que ainda enfrenta uma das maiores crises financeiras de sua história. Em resumo: mais tiros, menos vidas e menor desenvolvimento econômico".

21/09/2019
 
 
» Manifestação pelo clima em Paris é marcada por confrontos e prisões

PARIS ? Mais de cem manifestantes foram presos durante uma manifestação contra as mudanças climáticas em Paris, nesse sábado,após confrontos com a polícia. A infiltração de cerca de mil black blocs no protesto levou a uma série de incidentes e fez com que ONGs pedissem que o público abandonasse a marcha. No início da tarde, 137 pessoas tinham sido detidas e 174 multadas nas áreas onde era proibido se manifestar, segundo a polícia. Pelo menos 7,5 mil homens das forças de segurança foram mobilizados para evitar tumultos e vandalismo na capital da França.

O clima era tenso na capital francesa, onde ocorreram várias marchas simultaneamente: além da manifestação pelo clima, um protesto dos coletes amarelos, que criticam a política social e fiscal do governo, e outra contra um projeto de reforma da Previdência.

LEIA MAIS:Conheça os jovens brasileiros que vão participar de reunião da ONU sobre o clima

Com o aumento da violência, as ONGs Grenpeace e Youth For Climate, que convocaram a marcha pelo clima, pediram para os manifestantes abandonarem o ato.

"Não assumam nenhum risco e abandonem a marcha pelo clima. Não estão dando as condições de uma manifestação não violenta", tuitou o Greenpeace, denunciando o uso de gases "lacrimogêneos contra manifestantes não violentos e famílias".

VEJA TAMBÉM:Entenda por que o Brasil não vai fazer discurso na Cúpula do Clima

Na avenida Saint-Michel, no bairro latino, militantes de extrema esquerda - alguns com o rosto coberto ? lançaram objetos contra as forças de segurança e vandalizaram uma agência bancária. Os gendarmes responderam aos black blocs com gás lacrimogêneo, o que provocou o recuo de parte dos manifestantes. Bombeiros foram chamados após lixeiras terem sido incendiadas.

Os participantes da marcha pelo clima foram convocados por várias ONGs um dia depois de uma histórica "greve mundial pelo clima". Na capital francesa, pouco menos de 10 mil pessoas participaram da marcha de sexta-feira, segundo uma estimativa da empresa Occurrence.

Também foram organizados atos em outras áreas da França, como em Lyon, onde cerca de 5 mil pessoas se reuniram de manhã no centro da cidade, segundo a prefeitura. Ao lado de seu filho Lucien, de 7 anos, Noémie Izbicki explicou à AFP que compareceu na manifestação para que seu filho "tome consciência do desafio".

Jean-Claude Moralez, professor de 65 anos, expressou seu pessimismo, ao destacar que a situação tinha chegado a um ponto sem volta.

? Este tipo de manifestação é importante, mas deveria ter acontecido faz tempo.

Na Champs-Élysées, onde muitos estabelecimentos comerciais foram atacados em protestos anteriores dos coletes amarelos, proprietários protegiam boa parte das lojas com tapumes de madeira.

De manhã, a polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que tentavam incendiar lixeiras.

? Nos tratam como se fossemos criminosos ? denunciou Brigitte, ativista ecologista.

Neste sábado também aconteciam as Jornadas del Patrimônio, que anualmente atraem dezenas de milhares de visitantes.

21/09/2019
 
 
» 'Trabalho duro compensou', diz Charles Leclerc após quinta pole na temporada

O monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, conquistou sua quinta pole position na temporada e confirmou seu bom momento na Fórmula 1. Vencedor dos Grandes Prêmios da Bélgica e da Itália, últimas duas provas da categoria, Leclerc largará na pole no GP de Cingapura, no domingo, após superar Lewis Hamilton e Sebastian Vettel no treino classificatório, neste sábado.

? Tenho que agradecer à equipe. Adicionamos alguns pequenos detalhes que funcionaram bem. Trabalhei duro depois de uma sexta-feira ruim, e hoje compensou ? afirmou o piloto. É sua terceira pole seguida.

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Leclerc fez a volta mais rápida da manhã, com 1m36s217 , superando Lewis Hamilton, da Mercedes ( 1m36s408), e seu companheiro de equipe, Sebastian Vettel ( 1m36s437). O alemão lamentou o desempenho no Q3:

? A última tentativa deveria ter sido melhor, mas consegui melhorar de uma em uma. Talvez eu tenha chegado ao máximo antes da hora.

Max Verstappen, da RBR, e Valtteri Bottas, da Mercedes, largam na quarta e na quinta colocação, respectivamente. Confira o grid completo:

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21/09/2019
 
 
» Por previdência, Bolsonaro deve manter Bezerra na liderança até o fim do ano

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro avisou a aliados que pretende manter o senador Fernando Bezerra (MDB-PE) na liderança do governo no Senado até o fim do ano. Segundo interlocutores do Planalto, pesa na decisão do presidente a votação da reforma da Previdência prevista para ocorrer na próxima terça-feira, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Conversa gravada: Delator gravou reunião com assessor de Fernando Bezerra

Aliados de Bolsonaro avaliam que uma eventual troca neste momento deixaria ?confusa? a votação da previdência no Senado. Bezerra foi alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira. A PF cumpriu mandado de busca e apreensão no gabinete dele no Senado, do filho dele, o deputado federal Fernando Coelho Filho (DEM-PE), na Câmara, e também na casa deles.

(LEIA A ÍNTEGRA DA REPORTAGEM)

21/09/2019
 
 
» Coluna | Olavo de Carvalho, o reacionário dócil da corte

É engraçado que hoje em dia no Brasil confundam tanto liberalismo com conservadorismo. O primeiro é um argumento contra a autoridade. O segundo, o contrário. O primeiro surgiu como um conjunto de princípios que justificou, em 1649, o regicídio de Carlos I, da Inglaterra. O segundo, para salvar a cabeça de Maria Antonieta. O primeiro parte de uma ideia de otimismo antropológico. O segundo, da ideia de falibilidade humana. Em condições ideais de temperatura e pressão, os dois são adversários políticos.

Um dos muitos problemas da discussão política atual brasileira, é que quando o sujeito se classifica como um liberal há grandes chances de que ele seja um conservador. Aí fica essa confusão semântica e epistemológica grande demais, cansativa demais, chata demais e ninguém se entende.

Aqui vale exemplificar esse argumento com um caso concreto. Em vídeo publicado recentemente em seu canal, Olavo de Carvalho botou as manguinhas de fora e saiu do armário, agora parece que em definitivo, como o intelectual de corte mais servil e abjetamente dócil do regime. Logo no início de sua fala, ele recorda que na época do impeachment havia 3 milhões de pessoas nas ruas, a fim de depor a chefe do Executivo. No entanto, ele lamenta: ?faltou uma liderança firme capaz de derrubar o establishment corrupto?.

O lamento de Olavo é dirigido especialmente ao ?pessoal do MBL?, a quem ele culpa pela iniciativa de ter preferido ?trocar a cabeça de Dilma por tudo?. Ou em outros termos, no momento no qual o MBL se aproximou do então presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB), e pressionou por uma saída institucional (ou assim pareceu para uma parcela significativa da sociedade), Olavo deixava claro em inúmeras postagens no Facebook e no Twitter que a alternativa MBL e Cunha era um simulacro de solução. Para ele o problema não se resumia ao PT, mas sim a uma questão estrutural primária, que só poderia ser resolvida a partir de um processo revolucionário de cima para baixo. Não por acaso foi nesse momento que Olavo sugeriu inúmeras vezes que as Forças Armadas deveriam tomar a dianteira desse processo.

Agora voltando ao vídeo recente, segundo Olavo na época do impeachment, com 3 milhões de pessoas na rua, ?uma situação revolucionária?, de acordo com ele, era uma pena que não tivesse surgido em momento algum um líder que encarnasse o processo revolucionário em curso: alguém como Lênin ou George Washington, nominalmente.

A ideia central defendida por Olavo, nesse vídeo publicado em 15 de setembro, é a de que é imperativo constituir uma base de ativismo bolsonarista, uma militância organizada e leal ao regime. Por pouco ele não diz que a militância tem que ser uniformizada. Segundo Olavo, a base eleitoral do capitão estaria se comportando de modo injusto, ao cobrar ataques aos tradicionais inimigos do bolsonarismo: o STF, o regime venezuelano etc. ?Agora querem que o Bolsonaro lute sozinho a luta que eles não tiveram a coragem de enfrentar?.

Para Olavo, o presidente não tem que ser cobrado, ?ele tem que ser respaldado?. O tom do argumento é abertamente personalista e autoritário: ?Eu não disse militância conservadora, nem militância liberal, nem coisa nenhuma. Eu disse militância bolsonarista. A política não é uma luta de ideias coisa nenhuma, ela é uma luta entre pessoas e grupos?.

No vídeo, Olavo critica concepções ideológicas gerais, abstratas, e argumenta que o Brasil precisa passar por décadas de debates entre intelectuais qualificados, a fim de ajustar e calibrar ideias (grandes princípios) às ações políticas. Naturalmente ele não cita nominalmente quem seriam esses ?intelectuais qualificados?.

Mais ainda, ao descrever um processo revolucionário típico, Olavo argumenta que a primeira etapa é invariavelmente uma discussão entre intelectuais, para só então passar à ação política propriamente dita. Ele exemplifica com as revoluções americana, francesa e russa. O problema, segundo ele, é o fato de que a direita brasileira pulou direto à ação, sem ter tido o devido debate intelectual.

Além disso, para Olavo existe sim uma ?elite política corrupta?. Mas não foi ela a responsável pelo que ele qualifica como ?a campanha internacional contra Bolsonaro?. Obviamente ele cita os suspeitos de sempre: ?os petistas e os psolistas, sobretudo os jornalistas?. Olavo vai além: ?A classe jornalística é a grande inimiga do Brasil?.

Como medida de ataque, ele sugere a formação de uma militância organizada, com pelo menos ?cem advogados fiscalizando os jornalistas e processando um por um?. Além disso, há uma admissão explícita sobre a má-fé da estratégia: segundo Olavo, ?o processo vale não é pela sentença final do juiz, mas pelo próprio processo. Ele é uma arma para você amarrar a mão do seu inimigo. Se um jornalista desses tiver uns vinte ou trinta processos para responder, ele tá lascado?.

Ao longo do vídeo há outros pontos problemáticos, como a CPI do Foro de São Paulo, por exemplo: algo que soa como uma versão tupiniquim de macarthismo. Ainda que o Foro tenha existência real, jamais qualquer nexo de causalidade entre deliberações do Foro e ações concretas na política latino-americana foi demonstrado por Olavo. Ainda assim até hoje é o seu Protocolo dos Sábios de Sião particular.

Olavo de Carvalho se acha um injustiçado. Segundo ele, imprensa e academia somente focam no anedótico em sua trajetória: seus vídeos de polêmicas no YouTube e suas falas mais controversas em posts publicados no Facebook. Poucos, entretanto, seriam os críticos familiarizados com a sua obra. Embora essa não seja uma observação equivocada, é importante notar que aqui não se verifica o critério básico da reciprocidade intelectual: esta não é uma cortesia que o escritor dispense aos seus adversários.

Se você pega um livro como O Jardim das Aflições, por exemplo, logo observa que é um livro composto de diversas unidades e de um argumento geral. No entanto, não somente essas unidades estão dispersas no argumento geral, elas não se articulam, como igualmente não é demonstrado qualquer nexo de causalidade presente entre os subsequentes estágios da suposta apresentação do argumento principal.

A propósito, para um indivíduo que pacientemente criou, ao longo de mais de duas décadas, uma mitologia de alguém comprometido com o desmascaramento de sofistas e de impostores, além de alguém supostamente comprometido com os princípios da heurística e da busca pela Verdade com ?v? maiúsculo, o que é apresentado em O Jardim é, no máximo, uma coleção irregular e dispersa de simplificações.

Olavo não é conservador, não é liberal e tampouco é um intelectual sério com qualquer filiação política democrática. No momento é apenas um reacionário radical, docilmente servil ao regime bolsonarista e em uma guinada cada vez mais autoritária e personalista. O olavismo é a doença infantil da direita brasileira e, como alguém já disse, uma espécie de esquema de pirâmide ideológica.

Para qualquer indivíduo, de qualquer coloração política, que se importe com instituições livres, e sobretudo com a liberdade de imprensa brasileira (sobretudo hoje, sobretudo agora), a única alternativa é combatê-lo.

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    21/09/2019
     
     
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