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» Witzel se pronuncia após inquérito apontar que tiro que matou Ágatha partiu de PM: 'Em qualquer profissão existem erros'

RIO ? O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, comentou, nesta terça-feira, pela primeira vez sobre o inquérito da Polícia Civil ter apontado que o tiro que matou a menina Ágatha Félix, de 8 anos, partiu de um policial. Questionado sobre os erros da polícia do Rio, Witzel disse que "em qualquer profissão existem erros e acertos", mas também pontuou que eles precisam ser evitados e analisados para que não se repitam.

? Em qualquer profissão existem erros e acertos. Os acertos têm que ser muito maiores que os erros, mas em qualquer profissão existem pessoas que cometem erros, no jornalismo, no judiciário, em um time de futebol. Mas nós temos que evitar que esses erros aconteçam. Como? Com treinamento, analisando eventuais erros para que se não aconteçam mais. Isso (erros) acontecem em qualquer lugar do mundo ? disse o governador.

Witzel também parabenizou a Polícia Civil pelo trabalho na investigação e se solidarizou com a família de Ágatha. Além de mostrar que o tiro partiu de um policial militar, o inquérito revelou que não havia confronto no momento que a menina foi atingida, apesar de PMs que estavam no local terem afirmado isso. O governardor ainda citou a queda no número da maioria dos crimes no estado este ano:

? O que nós temos que analisar é que os indíces de criminalidade estão sendo reduzidos, as mortes estão sendo reduzidas, o homicídio no Rio de Janeiro está sendo reduzido. O mesmo com roubos de carro e de carga ? afirmou Witzel. ? A polícia está fazendo seu trabalho, está evitando que mortes aconteçam. Não adianta fazer a conta de um ou dois casos isolados. Nós estamos reduzindo os índices de violência.

O delegado assistente da Delegacia de Homicídios (DH) da Capital, Marcus Drucker, que investigou o caso, havia dito nesta terça-feira que uma pessoa viu quando a dupla passava em alta velocidade e estava segurando uma esquadria de alumínio. De acordo com o inquérito, o militar teria se assustado e confundido o objeto com uma arma.

? Um depoimento de uma testemunha que viu uma esquadrilha. Essa versão é de uma testemunha. O que apuramos é que a motocicleta passou em alta velocidade e as pessoas que estavam nessa motocicleta não atirou contra ninguém ? salientou o delegado

Ágatha morreu na noite de 20 de setembro, na Fazendinha, no Complexo do Alemão. De acordo com o inquérito policial, houve um ?erro de execução?: o objetivo não era atingir a criança, mas dar um ?tiro de advertência? para forçar a parada de dois homens que estavam em uma motocicleta.

A dupla teria fugido de uma blitz no complexo. Em seguida, o PM, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, efetuou o disparo. Segundo relatos de testemunhas incluídos no inquérito, o cabo estava sob forte tensão devido à morte de um colega três dias antes e, por isso, pode ter confundido uma esquadria de alumínio que o garupa segurava com uma arma.

Onze dias depois, o policial militar participou da reprodução simulada da morte de Ágatha no mesmo local, apesar de parte de seus colegas terem se recusado a fazê-lo. Segundo uma fonte ligada à investigação, ?ele está muito mal e diz o tempo todo que que não queria acertar a menina?.

As investigações foram concluídas nesta segunda-feira e o inquérito será encaminhado ao Ministério Público do Rio na próxima quinta-feira e após isso serguirá para a Justiça.

*Estagiário sob supervisão de Luciano Garrido e Giampaolo Morgado Braga

19/11/2019
 
 
» Quatro pessoas são denunciadas por agressões homofóbicas

RIO - Quatro homens acusados de homofobia foram denunciados por lesão corporal contra três pessoas. A ação criminosa, que aconteceu em junho, ocorreu depois que duas mulheres se beijaram em frente a um bar no Flamengo, na Zona Sul.

De acordo com a denúncia do promotor Sauvei Lai, no dia do crime, João Pedro Carvalho de Oliveira e Larissa Barbosa caminhavam perto do estabelecimento quando Larissa beijou sua namorada, Nádia de Mello Mendonça. Os denunciados Ronaldo Vieira, João de Moura, João Paulo Rodrigues Soares Pereira e Sandro Chrispino os encaravam. Segundo as apurações da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), Larissa questionou o fato, e começou uma discussão. Em seguida, as vítimas foram agredidas com socos e golpes de artes marciais. Larissa foi imprensada contra a parede e recebeu socos na cabeça, no rosto e nas costas. Durante as agressões, gravadas por câmera de segurança, ele teve um osso da mão fraturado.

João tentou intervir e também foi agredido. Ele tentou fugir entrando no prédio onde mora, mas foi puxado de volta e recebeu mais socos. Ao RJTV 2ª edição, da TV Globo, ele se emocionou ao lembrar do fato.

? Eu vi que existem pessoas homofóbicas sim, elas querem nos machucar, querem nos matar. Temos que lutar contra isso porque a gente também é ser humano.

João, Larissa e Nádia teriam sido ameaçados de morte pelo grupo, de acordo com a denúncia. Os quatro homens foram denunciados pelos crimes de lesão corporal grave e por motivo torpe, lesão corporal leve, ameaça e ato obsceno. Eles podem pegar até sete anos e meio de prisão.

? Uma clara intenção de homofobia. Essa intolerância é intolerável em pleno século XXI ? disse promotor.

19/11/2019
 
 
» Cerca de 90 mil mulheres foram vítimas de feminicídio em 2017, diz ONU

PARIS ? Milhares de mulheres morrem a cada ano no mundo pelo simples fato de serem mulheres. Em 2017, o número de vítimas do feminicídio alcançou 90 mil. É uma praga que afeta, sem distinção, países ricos e pobres, em guerra ou em paz.

Leia mais:Crimes de estupro e feminicídio mais perto de serem inafiançáveis e imprescritíveis

Várias nações adotaram leis para combater o flagelo, como diversos países da América Latina, berço das primeiras legislações sobre feminicídio. Outros, como a França, começam a tomar consciência sobre o problema.

Uma mulher morre a cada três dias na França por ação de seu companheiro, ou ex-companheiro, e a violência doméstica afeta anualmente 220 mil francesas.

? Nosso sistema não está funcionando para proteger estas mulheres ?, admite a ministra da Justiça, Nicole Belloubet.

No Brasil:Mais de 200 feminicídios ocorreram no país só no começo de 2019, segundo pesquisador

Os crimes são estarrecedores. Em 22 de abril, uma embarcação encontrou o corpo de uma mulher dentro de uma mala flutuando no rio Oise, em Neuville, ao norte de Paris. Era o cadáver de Marie-Alice, de 53 anos, uma consultora que os investigadores acreditam ter sido assassinada por seu parceiro, que escondeu o corpo com a ajuda de seu filho.

Entrevista:'Feminicídio é um fenômeno sociológico, e o Estado precisa mudar a cultura dos homens', diz advogada

Marie-Alice é uma das 115 mulheres assassinadas na França no decorrer deste ano pelo companheiro ou ex-companheiro, de acordo com uma investigação da AFP. Em 2018, o número de vítimas chegou a 121.

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No planeta, a Ásia lidera a triste lista de mulheres assassinadas (20 mil) por seus parceiros, ou familiares, em 2017, seguida pelo continente africano (19 mil), América do Norte, Central e do Sul (8 mil), Europa (3 mil) e Oceania (300), de acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

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Mas é na África (África do Sul, Senegal, República Democrática do Congo, entre outros) que as mulheres "correm mais risco de assassinato por seu companheiro ou um integrante de sua família" (69%), de acordo com a ONU.

Em 2017, El Salvador registrou uma das piores situações no planeta em termos de feminicídio, com 13,9 mulheres mortas a cada 100 mil, de acordo com o UNODC. Em seguida, aparecem Jamaica (11 a cada 100 mil), República Centro-Africana (10,4 ? estatística de 2016), África do Sul (9,1 ? dados de 2011) e Honduras (8,4 ? 2017).

Das quase 90 mil vítimas de 2017, 57% (50 mil) morreram em ações de "seus companheiros ou de membros da família", destaca o UNODC. Um terço (30 mil) destas mulheres foram assassinadas pelo ex-cônjuge ou atual parceiro, "alguém em quem normalmente deveriam confiar".

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou no final de 2017 o dado: 38% dos assassinatos de mulheres foram cometidos por seu parceiro.

Estes crimes não são geralmente consequência de atos espontâneos, ou isolados, e, sim, de um acúmulo de violência relacionada com o gênero, com um caráter possessivo, de ciúme e medo do abandono.

Países citados como exemplos de luta

A Espanha é citada com frequência como um dos países que mais se esforçam contra este flagelo desde o início dos anos 2000. Entre as medidas adotadas estão uma lei pioneira, a criação de tribunais especializados e a introdução de pulseiras que impedem a aproximação do agressor da mulher que é assediada.

Em 2018, 50 mulheres foram assassinadas e, desde o início de 2019, foram registrados 51 casos. Em 2003, o número de vítimas foi de 71.

Para várias associações, os números ainda são muito elevados. As organizações temem que o avanço da extrema direita no país provoque um retrocesso na luta contra a violência de gênero.

A América Latina é outra pioneira na legislação contra o feminicídio. O primeiro instrumento jurídico consagrado de fato à violência contra as mulheres é a Convenção Interamericana de Belém do Pará, assinada em 1994.

O Canadá, por exemplo, estabeleceu planos de ação contra a violência sofrida pelas mulheres em dez províncias.

Entre os destaques estão o treinamento de policiais, advogados e juízes, o que ajuda na compreensão das vítimas e na detecção dos riscos, segundo a Federação de Abrigos para Mulheres.

Apesar das medidas, a cada seis dias, uma mulher é assassinada por seu cônjuge no Canadá. As mulheres indígenas correm um risco seis vezes maior do que as outras.

A tragédia dos crimes de honra

Dos 5 mil "crimes de honra" anuais, geralmente cometidos por pessoas em nome da defesa das tradições e com frequência em zonas rurais conservadoras, quase mil são cometidos na Índia.

No início de novembro, um jovem casal de 29 anos ? casado há três anos sem o consentimento de suas famílias ? foi apedrejado até a morte no sul da Índia por parentes da esposa, contrários ao matrimônio com um homem supostamente de uma casta inferior.

No Paquistão, centenas de mulheres acusadas de prejudicar a honra da família são mortas a cada ano por parentes, com frequência em circunstâncias extremamente violentas.

No Afeganistão, país profundamente patriarcal, um estudo oficial menciona 243 casos de crimes de honra entre abril de 2011 e agosto de 2013.

Os feminicídios relacionados aos conflitos sobre os dotes das famílias também são numerosos na Ásia, sobretudo na Índia e no Nepal.

Nos conflitos, o estupro das mulheres continua sendo usado como "arma de guerra" para aterrorizar a população civil.

Em 2014, segundo a ONU, o grupo extremista Estado Islâmico (EI) executou no Iraque um potencial genocídio de yazidis e transformou milhares de mulheres desta minoria em escravas sexuais.

Mais de 6.400 yazidis foram sequestrados, e apenas 3.300 ? sobretudo mulheres e crianças ?, foram resgatados ou conseguiram fugir. Mais de 70 valas comuns foram identificadas, e os restos mortais de dezenas de vítimas, exumados.

Perguntas e respostas sobre feminicídio

Quais são os diferentes tipos de feminicídio?

A Organização Muncial da Saúde (OMS) lista quatro. Há os íntimos, que é a categoria mais comum, protagonizados pelos maridos, ex-maridos companheiros ou ex-companheiros. Há um vínculo íntimo entre a vítima e seu assassino. Segundo a OMS, 35% dos feminicídios são deste tipo.

Existem ainda os "não íntimos", cometidos por um agressor que não conhece a vítima. A OMS salienta que há regiões em que são registrados assassinatos sistemáticos de mulheres desse tipo, como na América Latina, por exemplo.

Os outros dois tipos existem no resto do mundo, porém não necessariamente na Europa.

O terceiro é o feminicídio por razões de tradição ou costumes, presente especialmente no Oriente Médio e na Ásia, em culturas em que o aborto ou o adultério não são tolerados, e nas quais um familiar mata para salvar a honra da família.

Por último está o feminicídio baseado em práticas culturais, a exemplo da antiga política de filho único na China.

Por um outro lado, não sabemos às vezes como classificar assassinatos como os que são cometidos contra prostitutas, mas é sabido que elas são atacadas porque são mulheres.

Quais são os países pioneiros no reconhecimento do feminicídio?

O continente americano, mais precisamente a América Latina, é a região com o maior número de feminicídios identificados. É também nessa parte do mundo que o reconhecimento jurídico do feminicídio ganhou mais terreno. O primeiro instrumento jurídico consagrado sobre a violência contra as mulheres foi estabelecido na Convenção Interamericana de Belém do Pará,assinada em 1994.

Mas o grande pioneiro é o México. Em 2007, o país adotou uma lei geral de "acesso das mulheres a uma vida livre de violências", na qual é usada a expressão "violência feminicida", que agrupa os ataques "contra os direitos humanos das mulheres (...) que podem desembocar em um homicídio". É considerada o estabelecimento do crime de feminicídio. E veio logo depois de uma onda de assassinatos, violações e sequestros contra as mulheres de Ciudad Juaréz, crimes tratos com indiferença pelas autoridades. Hoje em dia, 14 países da América Latina reconhecem o feminicídio como crime.

E na Europa?

A Espanha foi pioneira, com a lei específica de 2004 que pretendia a eliminar a violência contra as mulheres. Essa norma determina que juízes se ocupem de maneira específica das violências contra as mulheres, podendo expedir sentenças em 72 horas.

Foi necessário esperar até 2011, porém, para ver a adoção, determinada pelo Conselho da Europa, de um texto específico, a Convenção de Istambul, que busca eliminar toda forma de violência contra as mulheres. Esta já foi ratificada por 34 estados (a convenção não usa o termo feminicídio, porém inclui o reconhecimento da violência contra as mulheres, baseado no gênero).

Por outro lado, um panorama geral das leis europeias permite constatar que o fim do feminicídio encontra barreiras para acontecer no Velho Continente. A Itália é o único Estado europeu que adotou uma legislação que inclui termo.

Colaboração de Anne Lec'hvien

19/11/2019
 
 
» Ministro do STF nega pedido de prisão domiciliar para Roger Abdelmassih

BRASÍLIA - O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido da defesa do ex-médico Roger Abdelmassih para restabelecer o direito à prisão domiciliar. Em agosto de 2019, a Justiça de São Paulo suspendeu a medida e determinou que ele fosse preso novamente por suspeita de fraude nas declarações de saúde.

Abdelmassih, de 75 anos, estava em prisão domiciliar desde 2017. Ele foi condenado a 181 anos de prisão por 48 estupros em 37 pacientes em sua clínica de reprodução assistida. Em agosto de 2019, a decisão da Justiça paulista determinou que ele fosse para o Hospital Penitenciário do estado.

Em outubro, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou que ele permanecesse preso após uma perícia apontar que, embora tenha uma doença cardíaca, o local de cumprimento de sua pena não deve agravar sua condição clínica. O pedido foi feito pelo promotor Marcelo Orlando Mendes, que fiscaliza o cumprimento da pena de Abdelmassih. No dia 24 de setembro, o ex-médico passou por uma perícia no Instituto de Medicina Social e de Criminologia (Imesc).

Depois disso, graças a uma nova decisão da Justiça de São Paulo, Abdelmassih retornou à penintenciária de Tremembé.
No pedido ao STF, a defesa argumentou que "alta hospitalar não é sinônimo de cura" e que, "trocando em miúdos, não há correlação entre tratamento hospitalar e gravidade da doença".

19/11/2019
 
 
» Após se desfiliar do PSL, Bolsonaro diz que 'por enquanto' é o presidente do Aliança pelo Brasil

BRASÍLIA - Após assinar a ficha de desfiliação do PSL na tarde desta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse que "por enquanto" ele será o presidente do Aliança pelo Brasil, partido que está sendo criado por ele. O lançamento da legenda ocorrerá na quinta-feira em Brasília.



? Por enquanto, sou eu, mas também pode mudar. Na política tudo pode mudar ? respondeu Bolsonaro se ele ou seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, assumiria o comando da legenda.

Entenda:O desafio para fundar um novo partido

O anúncio da desfiliação do presidente foi feito nesta tarde pelos advogados Karina Kufa e Admar Gozanga, após se reunirem com o presidente por mais de uma hora no Palácio do Planalto.



Karina disse que enviaria o comunicado ao PSL ainda nesta terça-feira e, sem seguida, ao juiz da zona eleitoral onde Bolsonaro vota no Rio. Entretanto, a ficha de desfiliação não havia chegado até o início desta noite.

Leia:No lugar de Flávio Bolsonaro, aliado de Witzel assume PSL do Rio



Embora anunciado na semana passada, o desligamento de Flávio do PSL foi formalizado nesta terça-feira.



? O presidente está se desfiliando hoje do PSL. Vamos fazer a convenção na quinta-feira e tocar o partido para frente - disse Gonzaga.

De acordo com os advogados, não há empecilho para que Bolsonaro assuma a presidência do partido. A executiva que terá 15 integrantes será anunciada na quinta-feira.



Conforme o GLOBO antecipou, o senador Flávio Bolsonaro ( PSL -RJ) pode ganhar o comando do novo partido político que está sendo formado pelo pai. Ele é a segunda opção para assumir a presidência do "Aliança pelo Brasil" , caso o presidente Bolsonaro, que é a expectativa da maioria dos apoiadores, decida não ocupar a liderança formal da sigla que está sendo gestada para aglutinar apoiadores do bolsonarismo.

Leia Mais:Apesar de caso Queiroz, Flávio Bolsonaro pode assumir presidência do 'Aliança pelo Brasil'

A estratégia que vem sendo discutida na criação do "Aliança pelo Brasil" é Bolsonaro assumir a presidência de seu novo partido e, imediatamente, se licenciar, passando o comando para Flávio. Bolsonaro, então, seguiria como uma espécie de presidente de honra.

19/11/2019
 
 
» Sem assinaturas para nova PEC, CCJ adia votação sobre segunda instância

BRASÍLIA - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara adiou, nesta terça-feira, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 410/2018, que prevê a prisão após condenação em segunda instância. A comissão chegou a se reunir por cerca de uma hora, logo após uma reunião ser cancelada no início da tarde, mas a proposta não foi analisada.

Os deputados aprovaram o texto final do projeto de reforma das carreiras e aposentadorias dos militares para encaminhar ao Senado. Após suspender uma outra deliberação, o presidente do colegiado, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), convocou uma nova reunião para as 16h45, mas que não havia começado até o início da noite.

Leia:Alcolumbre articula alternativas para prisão em 2ª instância

Uma das razões do adiamento é a intenção do autor da PEC, deputado Alex Manente (Cidadania-SP), de anexar uma outra proposta para alterar a Constituição, para que as duas tramitem juntas. Para apresentar uma PEC, é necessário o apoio de pelo menos um terço da Câmara, equivalente a 171 deputados. A ideia é vencer a resistência de alguns partidos com a proposta.

Leia:Maia quer votar pacote anticrime em até duas semanas

Líderes do Centrão - bloco que aglutina deputados do PP, PL, DEM, PRB, PTB, PSD e Solidariedade - já deram sinais de que não têm disposição em aprovar a matéria que já está no colegiado. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também já demonstrou ser contra a alteração do artigo 5º da Constituição, considerado por ele como cláusula pétrea, como propõe a PEC em discussão.

Leia:Moro visita Câmara e pede volta de pontos do pacote anticrime

A nova matéria sugerida por Manente altera os artigos 102 e 105 da Constituição, que trata de recursos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). A alteração transformaria os recursos especiais e extraordinários, que são submetidos a esses tribunais, em apenas rescisórios - ou seja, o mérito da condenação não poderia mais ser contestado limitando os recursos, além de tratar o trânsito em julgado como definição de segunda instância.

Até o início da noite, o texto ainda não tinha o número de assinaturas necessárias. Os parlamentares e assessores também passaram a comentar que a mudança valeria também para as demais esferas ? cível e trabalhista, por exemplo. No fim da tarde, Manente divulgou uma nota, por meio de sua assessoria, negando que desistiria da alteração do artigo 5º, afirmando ser ?inverídica a informação que circula em alguns veículos de comunicação de que há, por parte dele, um suposto pedido de retirada de pauta da referida matéria?.

No fim da tarde, o início da Ordem do Dia derrubou o início da reunião. Segundo as regras da Câmara, as comissões precisam encerrar as reuniões quando a Casa der início às deliberações em plenário. Deputados e assessores que aguardavam a retomada da discussão já comentavam, por volta das 17h30, que a reunião deveria ser cancelada em função da sessão no plenário e que dificilmente seria retomada nesta terça.

Na semana passada, a comissão se dedicou a esgotar o debate da proposta. Foram quase treze horas de pronunciamentos contra e a favor, encerrando a fase de debates da matéria.

19/11/2019
 
 
» Episódio de ataque a exposição é grave, critica Maia

Rodrigo Maia interrompeu há pouco a sessão do plenário da Câmara dos Deputados para criticar o ataque do deputado Coronel Tadeu (PSL) a uma exposição do Dia da Consciência Negra que falava do assassinato de jovens negros em periferias brasileiras.

Disse Maia:

?Não pode retirar de forma violenta um cartaz de uma exposição que foi aprovada pela presidência da Câmara. Vivemos numa democracia e tudo tem de ser revolvido no diálogo.?

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Maia continuou:

?Hoje não é um dia feliz para a Câmara. O Dia da Consicência Negra é um dia para falarmos da inclusão dos negros na política. Pode haver injustiça contra parte da polícia, mas nada justifica isso. É pelo diálogo que resolvemos.?

Coronel Tadeu estava sentado ao lado de Maia e ouviu tudo calado.

Parlamentares da oposição preparam uma representação criminal à Procuradoria-Geral da República e uma denúncia ao Conselho de Ética da Câmara, o que pode levar à cassação de Tadeu.

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    19/11/2019
     
     
    » Washington Coração Valente vira diretor na CBF

    A CBF recorreu a outro ex-jogador para o cargo de diretor de desenvolvimento da entidade. A função antes ocupada por Juninho Paulista, que substituiu Edu Gaspar na coordenação da seleção, foi herdada pelo ex-atacante Washington, o Coração Valente.

    À diretoria de desenvolvidmento cabe a realização de estudos e análises de informações técnicas, apoio a elaboração de estratégias específicas de desenvolvimento do futebol, além do controle da destinação dos recursos da Fifa e da Conmebol, incluindo o Legado da Copa do Mundo de 2014.

    Depois da aposentadoria como jogador, Washington atuou na política: foi vereador em Caxias do Sul. Após uma passagem como suplente na Câmara dos Deputados, foi nomeado Secretário Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social, pasta que integra o Ministério da Cidadania do Governo Federal.

    Até hoje, o Coração Valente é o maior artilheiro de uma edição do Brasileirão, já que marcou 34 gols em 2004, pelo Athletico-PR.

    19/11/2019
     
     
    » O dia em resumo: veja os destaques desta terça-feira

    Olá, boa noite.

    Confira as principais notícias do dia.

    Boa leitura!

    Bolsonaro formaliza saída do PSL e apresentará executiva de novo partido na quinta-feira

    Depois de semanas de embates com a cúpula do PSL, o presidente Jair Bolsonaro oficializou sua saída do partido, pelo qual chegou à Presidência da República, para fundar uma nova sigla, a Aliança pelo Brasil. Bolsonaro pretende assumir o comando da legenda, que corre contra o tempo para disputar a eleição de 2020.

    O que acontece agora: o novo partido de Bolsonaro terá sua primeira convenção na quinta-feira. Na ocasião, serão anunciados os 15 integrantes da executiva da sigla.

    Em paralelo: o deputado Luciano Bivar (PE) foi reconduzido à presidência do PSL, e os filhos de Bolsonaro, o senador Flávio (RJ) e o deputado Eduardo (SP), foram removidos da Executiva Nacional da legenda. Flávio já deixou o partido, mas Eduardo permanece. Se sair, pode perder o mandato, já que foi eleito pelo sistema proporcional.

    MPF: doleiro e ex-presidente do Paraguai lavaram dinheiro para tráfico de drogas, de armas e contrabando

    Dario Messer ao lado de Horacio Cartes, presidente do Paraguai Reprodução

    Alvos de operação da Lava-Jato no Rio, Dario Messer, chamado de ?doleiro dos doleiros?, e Horacio Cartes, ex-presidente do Paraguai até o ano passado, atuaram juntos em esquema que envolvia lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e contrabando de armas e cigarro na fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. Procuradores brasileiros apontam o paraguaio como líder do ?núcleo político? do esquema e querem a extradição dele, que será requerida pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, responsável por decretar a ação.

    Reação: a defesa de Horacio Cartes rejeitou vínculos com Dario Messer e disse que o ex-presidente ?está muito tranquilo?.

    Em detalhes: Myra Athayde, a namorada de Messer, foi presa, acusada de auxiliar o doleiro no transporte de recursos. Em mensagem de WhatsApp obtida por investigadores, ela diz que ?não consegue raciocinar tanto dinheiro por minuto?.

    Viu isso?

    Caso Queiroz: o procurador-geral Augusto Aras pediu ao STF que revogue decisão que paralisou investigação sobre gabinete de Flávio Bolsonaro e outros 935 inquéritos.

    Maconha: a Primeira Turma do STF libertou dois homens presos por carregar a droga. Eles levavam cerca de 40g e 96g ao serem detidos.

    Cargos, salários e despesas: a Alerj aprovou projeto que autoriza o TJ do Rio a gastar R$ 100 milhões com promoção automática de servidores.

    Juízes sob suspeita: o presidente do TJ da Bahia e outros cinco magistrados foram afastados em operação contra venda de sentenças.

    Vazamento de óleo: o Ministério Público Federal alega que a empresa grega responsável pelo navio Bouboulina não colabora com a investigação.

    Taxa de desocupação: São Paulo é o único estado a registrar queda do desemprego no terceiro trimestre deste ano, afirmou o IBGE.

    Retiradas do FGTS:823 mil pessoas aderiram ao saque-aniversário, modalidade criada em outubro que permite resgates anuais do fundo.

    Caso Wikileaks: a Procuradoria da Suécia arquivou investigação contra Julian Assange. Decisão pressiona a Justiça do Reino Unido.

    Amistoso: o Brasil encerrou série de resultados ruins ao vencer a Coreia do Sul por 3 a 0. Lateral-esquerdo Renan Lodi foi o principal destaque.

    Ouça

    Lauro e Gabeira: Toffoli ?superpoderoso? e crise na Bolívia

    Jornalistas debatem o papel central do presidente do STF na política nacional e o impacto da repressão violenta a protestos após a renúncia de Evo Morales

    Cresce o número de estudantes brasileiros nos EUA

    Alunos vão para universidades como Harvard Reprodução

    Mais de 16 mil alunos frequentam graduação, pós e cursos livres no país, que tem programas de incentivo. Veja como conseguir bolsas de estudos

    Como era o mundo na última final do Flamengo na Libertadores

    Montevideu (Uruguai). 23/11/1981. Futebol. Taça Libertadores da América. Finalíssima. Flamengo 2 x 0 Cobreloa. Foto Anibal Philot / Agência O Globo. Neg : 81-15734 Foto Anibal Philot / Agência O Globo

    Indiana Jones chegou aos cinemas, Diana se tornou princesa e o mundo se despediu de Bob Marley: confira outros acontecimentos de 1981

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    5.Lauro Jardim: Lula vai se encontrar com Rodrigo Maia

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    19/11/2019
     
     
    » Ministro da Educação diz que Brasil deve ficar em último lugar da América do Sul no Pisa

    BRASÍLIA- O Ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que o Brasil deve ocupar o último lugar da América Latina no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês). Os resultados da prova, realizada pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), serão divulgados no início de dezembro. A afirmação foi feita durante anúncio da expansão no programa Educação conectada, que vai levar internet a 100% das escolas do país aptas a receber o recurso até o início do próximo ano letivo.

    ? Vai sair o (resultado do) Pisa e o Brasil estará no último lugar da América do Sul. Nós seremos o fruto desses 16 anos de PT e de abordagens esquerdistas ? criticou o ministro durante cerimônia no Palácio do Planalto. ? A eleição do senhor vai apresentar um ponto de inflexão. Infelizmente, não vamos conseguir atingir ao final do seu segundo mandato patamares como Coreia, mas vamos colocar sim a educação do Brasil em primeiro lugar na América Latina.

    Questionado se já tinha visto os resultados do Pisa, o ministro disse que se tratava apenas de um "palpite."

    ? Eu diria que tem uma grande probabilidade da gente estar figurando nas últimas posições dependendo da categoria. Estou supondo com base em números robustos ? disse Weintraub.

    O Pisa avalia o desempenho de estudantes de até 15 anos nas áreas de matemática, ciências e leitura. A última edição foi divulgada em 2016, quando foram analisados 70 países e economias. Na ocasião, o Brasil ficou na lanterna em leitura e registrou queda no desempenho em matemática e ciências.

    70 mil escolas conectadas

    A análise do ministro foi feita durante o anúncio da ampliação do programa Educação Conectada.Cerca de 9,9 mil escolas já tinham sido contempladas pelo programa ainda em 2018, durante a gestão de Rossieli Soares no MEC.

    No início do mês, Weintraub anunciou que até o próximo ano, 56% das escolas urbanas do país, ou 24,5 mil escolas, estariam conectadas como fruto da iniciativa. Com o anúncio desta terça-feira, outras 32 mil instituições vão receber acesso à internet e 3,6 receberão verba para manter os serviços de conectividade. De acordo com o MEC, 27,7 milhões de estudantes terão acesso à internet nas 70 mil escolas urbanas contempladas pelo Educação Conectada.

    Leia também:MEC promete acesso à internet em 56% das escolas urbanas do país até o início de 2020

    Em entrevista coletiva, Weintraub afirmou que todos os R$ 224 milhões investidos neste ano no programa são recursos novos, dessa gestão.

    ? Em todas as cidades que tiver internet, todas as escolas terão acesso. Isso não é uma coisa para seis meses, é para volta às aulas- afirmou o ministro. ? Todas as escolas que tiverem internet serão conectadas. As que forem muito remotas, vamos conectar via satélite. Como se pode preparar a futuro geração do Brasil sem internet?

    Para participar do programa as instituições devem ter no mínimo três computadores para uso dos alunos e um para uso administrativo, além de mais de 14 alunos matriculados.

    ? O governo Bolsonaro vai migrar para o Enem digital. (Falaram) "Ah, mas vai ser injusto". Não vai, porque vamos conectar todo mundo ? disse.? Das escolas urbanas vamos (conectar) mais de 80%, das escolas rurais, que era zero, esse ano a gente já vai para 40% e aí começamos a acelerar o processo.

    Durante a coletiva de imprensa, o ministro foi questionado sobre as polêmicas que tem se envolvido no Twitter e negou que isso atrapalhe sua gestão à frente da pasta. Weintraub afirmou que é vítima de perseguição. No último dia 15, Weintraub afirmou que a proclamação da República foi uma "infâmia" contra Pedro II.

    19/11/2019
     
     
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